Consulta pública do Senado registra 83% de apoio à MP do presidente Lula que proíbe bets no país

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – A ampla adesão popular ao fim dos cassinos virtuais e plataformas de apostas no Brasil ganhou contornos expressivos nesta terça-feira (29/9). Levantamento do Senado Federal aponta que mais de 83% dos participantes em sua consulta pública se posicionaram a favor da Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a qual banem as chamadas “bets” e jogos como o “Jogo do Tigrinho”. O dados foram reportados originalmente pelo portal Metrópoles.

Até a manhã de hoje, o canal de participação do Senado já havia somado 468.478 interações. Desse total, 388.359 votos (83,59%) apoiam a medida governamental, enquanto 76.779 (16,41%) manifestaram contrariedade. Essa tendência acompanha o cenário traçado pela pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (28/9), em que 62% dos entrevistados se disseram favoráveis ao encerramento imediato do setor de apostas online.

Assinado na última sexta-feira (24/9), o ato normativo presidencial já está em pleno vigor, mas ainda precisa passar pela apreciação do Congresso Nacional. A MP tem validade inicial de 60 dias, renovável por igual período. O debate parlamentar, contudo, divide opiniões nos bastidores do legislativo, que aguarda o encerramento do período eleitoral para avançar na votação. O tema também gerou impacto no esporte nacional, levando o governo federal a adiar encontros com clubes de futebol do Rio de Janeiro e de São Paulo para debater os impactos financeiros da medida.

Com a determinação da proibição, o cronograma para o encerramento das atividades das empresas no país já está fixado. As plataformas têm até o dia 5 de outubro para restituir os valores e saldos remanescentes aos seus clientes. A partir do dia 6 de outubro, os sites deverão ser retirados do ar definitivamente. Caso restem fundos retidos nas contas dos usuários após essa data limite, a devolução das quantias ficará a encargo da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Brasil 247

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