Coligação de Lula aciona TSE por “collabs” para impulsionar campanha de Flávio Bolsonaro nas redes

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Por Dayane SantosBrasil 247

247 – A Coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula (PT), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). A ação aponta o uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político.

Segundo a petição, um levantamento realizado pela equipe de monitoramento das redes sociais da campanha identificou 1.826 publicações em formato de “collab” no Instagram, envolvendo 492 perfis. Desse total, 1.334 teriam sido publicadas em um intervalo de apenas dez dias, com repetição frequente dos mesmos grupos de coautores.

Na avaliação apresentada pela coligação, a estratégia permitiria ampliar o alcance de conteúdos eleitorais de maneira coordenada, produzindo efeito semelhante ao de uma divulgação patrocinada, mas sem contratação formal de impulsionamento, identificação do responsável ou contabilização nas despesas de campanha.

A ação também afirma que parte do material compartilhado conteria conteúdos classificados pela coligação como desinformação e peças produzidas com inteligência artificial sem a devida identificação.

Perfis e venda do “boné 22”

Outro ponto apresentado ao TSE envolve a comercialização de produtos associados à campanha. De acordo com a petição, 12 perfis que, somados, ultrapassariam 10 milhões de seguidores direcionariam usuários para uma mesma loja na Shopee.

O produto citado é o chamado “boné 22”. Para a coligação, a operação poderia caracterizar monetização de propaganda eleitoral, hipótese que, segundo a ação, seria vedada pela legislação eleitoral quando realizada fora da prestação de contas da campanha.

A acusação deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral, que poderá avaliar a origem, a coordenação e a natureza dos conteúdos, além da eventual existência de vínculo entre os perfis, os candidatos e a campanha.

Pedidos ao TSE

Em caráter liminar, a coligação solicita que a Meta preserve os registros relacionados às publicações e forneça informações capazes de identificar os responsáveis pelos perfis envolvidos. Também pede a suspensão dos links e das vendas apontadas na ação.

No mérito, a coligação requer a cassação do registro da chapa de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar e a declaração de inelegibilidade dos investigados pelo período de oito anos.

O caso ainda será analisado pelo TSE. Os pedidos apresentados na ação não representam, por si só, uma decisão da Justiça Eleitoral sobre a existência das irregularidades alegadas.

Fonte: Brasil 247

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