Caso Master: Lindbergh critica Mendonça por ‘inércia’ em investigação contra Flávio Bolsonaro

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Por João Antonio CunhaBrasil 247

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o levantamento do sigilo do caso Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a investigação contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aberta em 22 de julho, não teria resultado em medidas determinadas pelo ministro.

“A coisa mais grave é que o André Mendonça não fez nada. A investigação foi aberta contra Flávio Bolsonaro no dia 22 de julho. De 22 de julho para cá, o que André Mendonça fez? Nada”, afirmou.

Lindbergh citou como exemplos a ausência de busca e apreensão e de medidas para verificar contas nos Estados Unidos. Para o deputado, a falta de providências expõe o que classificou como uma atuação seletiva de Mendonça.

“Nenhuma diligência. Nada. Busca e apreensão, ir atrás das contas nos Estados Unidos. Nada. É escandaloso, pessoal. É por isso que ele não queria abrir tudo. Porque expõe a atuação dele. Uma atuação seletiva”, afirmou.

Na avaliação do parlamentar, o contraste estaria no tratamento dado pelo ministro a outros casos. Lindbergh mencionou especificamente o sigilo relacionado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e afirmou que a divulgação ocorreu na véspera de uma convenção na Bahia, quando o presidente Lula participaria do evento.

“Quando é para divulgar o sigilo do Jaques Wagner, ele faz isso. Na véspera da convenção da Bahia, quando o Lula ia lá. Então é a pior coisa que um juiz pode fazer, é tentar interferir no processo eleitoral, sentar em cima para proteger Flávio Bolsonaro”, disse.

O deputado afirmou que o acesso às informações só foi possível depois de uma mobilização para derrubar o sigilo. Segundo ele, reportagens também relataram que Mendonça teria dito a integrantes da Polícia Federal que não iria tomar medidas relacionadas ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, antes das eleições.

“Se não fosse esse movimento da sociedade brasileira para derrubar o sigilo, nós não saberíamos disso. Aí tem matérias e jornais dizendo que ele falou para gente da Polícia Federal que não ia mexer no Dark Horse. Antes das eleições. Escândalo!”, comentou o parlamentar.

Lindbergh passou então a comentar o conteúdo das mensagens que vieram a público com o levantamento do sigilo. O deputado afirmou que as conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro revelariam cobranças frequentes de dinheiro.

“É uma desmoralização, ministro André Mendonça. As coisas que estão surgindo agora, sabe o que era? As mensagens do Flávio com Vorcaro. Gente, era extorsão. Eles cobravam dinheiro praticamente todo dia”, disse.

Na mesma sequência, o parlamentar citou imagens de Donald Trump que teriam sido enviadas por Flávio Bolsonaro a Vorcaro. Lindbergh relacionou o episódio à política comercial do presidente dos Estados Unidos em relação ao Brasil: “E as fotinhas do Trump? Mandando foto do Trump, o Flávio Bolsonaro para Vorcaro. Isso é um escárnio. Enquanto isso, Trump impondo tarifas contra o povo brasileiro.”

Ao encerrar o vídeo, Lindbergh afirmou que pretende continuar cobrando a apuração de eventuais envolvidos. O deputado também defendeu que autoridades eventualmente implicadas sejam responsabilizadas.

“Olha, a gente vai continuar nessa linha. Não vamos aceitar que esse ministro interfira no processo eleitoral brasileiro. Nós vamos cobrar investigação de todo mundo. Ministro que estiver envolvido tem que pagar. Deputado, senador. E Flávio Bolsonaro, esse chefe de quadrilha, tem que ser responsabilizado”, declarou.

Descobrimos o motivo do Mendonça não querer derrubar o sigilo do Dark Horse. Ele não fez nada, ele sentou em cima de tudo e ficou fazendo vazamento seletivo contra seus inimigos e protegendo Flávio Bolsonaro. É Revoltante! Ele tava segurando tudo pra não expor a si mesmo! pic.twitter.com/fV5P0WUUqN

— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 12, 2026

Fonte: Brasil 247

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