Cármen Lúcia é eleita por unanimidade para presidir comissão internacional

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Por Jamil Chade — ICL Notícias

Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi eleita nesta sexta-feira (9) para presidir a Subcomissão para a América Latina da Comissão de Veneza, órgão consultivo do Conselho da Europa especializado em questões constitucionais e no fortalecimento da democracia.

Trata-se da primeira vez que uma pessoa não europeia assume a presidência do colegiado. Sua eleição foi por unanimidade.

O voto ocorreu ocorreu em Veneza, na Itália, durante reunião da Comissão, que reúne juristas e especialistas de diversos países. Cármen Lúcia já era a vice-presidência da Subcomissão de Direitos Fundamentais e agora acumulará os dois cargos.

Criada em 1990, a Comissão de Veneza é uma das principais instâncias internacionais de assessoramento jurídico em matéria constitucional, atuando na defesa do Estado Democrático de Direito, da independência do Judiciário e dos direitos fundamentais.

O órgão é composto por 61 países, 46 membros do Conselho da Europa. Além do Brasil, fazem parte Canadá, México, Coreia do Sul e outros.

A eleição amplia a presença brasileira nas discussões internacionais sobre democracia e Justiça.

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Fonte: ICL Notícias

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