Campanha de Lula vai ao TSE contra a Meta por bloqueio de conteúdos e viés da IA

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Por Vinícius Nunes — Carta Capital

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A coligação acusa a big tech de favorecer conteúdos de Nikolas Ferreira e aponta inclinação da Meta AI, que barra imagens de Lula e gera propaganda para Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente Lula (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que a Meta restabeleça e dobre o alcance de publicações que teriam sido prejudicadas por restrições da big tech. Em petição apresentada nesta quarta-feira 14, a coligação Brasil Pronto pra Mais também acusa a empresa de favorecer conteúdos de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e aponta tratamento desigual da ferramenta de inteligência artificial Meta AI.

Um dos argumentos é que a Meta AI, disponível no WhatsApp, recusou pedidos para criar imagens eleitorais de Lula com o número 13, sob a justificativa de restrições da legislação eleitoral, mas gerou materiais de propaganda favoráveis a Flávio Bolsonaro com o número 22. CartaCapital testou o comportamento da ferramenta e atestou que a IA não trata as duas campanhas da mesma forma.

Registros expõem uma diferença de tratamento da ferramenta na geração de imagens com referências a candidatos à Presidência. Fotos: Reprodução

A coligação também aponta disparidade no alcance de publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado de Flávio. Segundo a petição, um vídeo publicado pelo deputado teve 56,1 milhões de visualizações no Instagram e 396,4 mil no TikTok. A campanha compara os números com os de personalidades com bases de seguidores maiores e afirma que a distribuição desproporcional beneficia a candidatura do PL.

A peça relata ainda que o perfil oficial de Lula ficou impedido de impulsionar publicações no feed do Instagram em 9 e 10 de outubro. A campanha pede que a Meta interrompa restrições consideradas injustificadas, remova contas apontadas como inautênticas e apresente dados sobre a distribuição dos conteúdos.

O pedido inclui multa diária de 500 mil reais em caso de descumprimento das medidas. A coligação também quer que a plataforma recomponha o alcance perdido em volume equivalente ao dobro do prejuízo apurado , às próprias custas.

O TSE ainda não havia decidido sobre o pedido de urgência até a apresentação da nova manifestação. Em despacho anterior, o relator, ministro Marco Aurélio Bellizze,  determinou que a Meta preservasse registros e prestasse esclarecimentos sobre as restrições e as anomalias de alcance relatadas.


Vinícius Nunes

Repórter de CartaCapital baseado em Brasília. Cobre os Três Poderes. Já trabalhou em Jovem Pan, Poder360, UOL, Blog do Noblat, JOTA e SBT News.

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Fonte: Carta Capital

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