Às vésperas da eleição, caso envolvendo Celina segue sem resposta conclusiva da Justiça no DF

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Por Redação — Jornal Opção

Às vésperas da eleição, caso envolvendo Celina segue sem resposta conclusiva da Justiça no DF

Jornal Opção Brasília/Entorno – Graciliano Cândido

A poucos dias das eleições de 2026, questionamentos envolvendo a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), permanecem sem uma conclusão definitiva dos órgãos responsáveis pela análise dos casos. Em uma das frentes, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) concedeu prazo de cinco dias para que a candidata apresente esclarecimentos, porém, o prazo foi extrapolado sem definição, nem punição. Em outra, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ainda analisa uma representação relacionada a R$ 1,4 milhão em pagamentos feitos a uma empresa ligada ao marido e à filha da governadora.

Com a votação se aproximando, a ausência de uma definição mantém as acusações no campo das alegações ainda submetidas à análise das instituições. O cenário ganha peso eleitoral porque envolve justamente a candidata que ocupa atualmente o Palácio do Buriti e lidera pesquisas recentes de intenção de voto no Distrito Federal.

No âmbito eleitoral, o TRE-DF concedeu cinco dias para que Celina Leão apresente esclarecimentos sobre as acusações levadas à Justiça. O prazo é relevante porque ocorre na reta final da campanha, período em que decisões judiciais relacionadas aos candidatos podem ter repercussão direta no debate eleitoral.

Até o momento, porém, não há decisão de mérito que permita concluir pela existência ou inexistência das irregularidades apontadas nessa frente. Assim, a questão permanece pendente às vésperas da votação.

R$ 1,4 milhão entram no centro das denúncias

Paralelamente, outra frente envolve uma representação apresentada ao MPDFT por adversários de Celina Leão. Sete candidatos ao Governo do Distrito Federal procuraram o Ministério Público em 8 de setembro para pedir a apuração de repasses que, segundo a representação, somam R$ 1,4 milhão.

Os pagamentos teriam sido realizados pela Real JG Facilities, empresa que mantém contratos com o Governo do Distrito Federal, à Faceng Engenharia, que tem entre seus sócios Fabrício Faleiro Ferreira e Bruna Victória Leão Machado de Araújo, respectivamente marido e filha da governadora. Foram apontados 14 pagamentos de R$ 100 mil.

Os candidatos pediram que os órgãos competentes investigassem se existe alguma irregularidade na relação comercial. A existência dos pagamentos, por si só, não comprova prática ilícita.

Celina já negou irregularidades. Durante debate realizado em setembro, a governadora afirmou que a empresa do marido não possui contratos com o GDF e declarou que ele nunca teve negócio com o governo.

MPDFT encaminhou caso para análise

Procurado sobre o andamento da representação, o MPDFT informou que os autos foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça do próprio MPDFT e à Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep).

Segundo o órgão, os setores responsáveis devem avaliar separadamente o conteúdo apresentado e decidir quais providências poderão ser adotadas. O encaminhamento do material também foi informado após a apresentação da representação pelos candidatos.

Em nota, o MPDFT afirmou:

“Em observância ao rito previsto na legislação, os órgãos ministeriais avaliarão o conteúdo da representação e adotarão, de forma independente, as providências que entenderem cabíveis.”

Na prática, a resposta indica que a representação permanece em fase de análise, sem conclusão informada até agora sobre eventual abertura de investigação, arquivamento ou outras providências.

A proximidade das urnas coloca o tempo das instituições no centro da discussão. De um lado, denúncias apresentadas por adversários políticos precisam passar pelo devido processo de análise e pelo direito de defesa. De outro, a ausência de uma conclusão antes da votação significa que o eleitor pode chegar ao dia da eleição sem uma resposta definitiva sobre acusações que passaram a integrar o debate político no Distrito Federal.

Até que haja manifestação conclusiva dos órgãos competentes, não é possível afirmar que os repasses mencionados na representação sejam ilegais nem atribuir responsabilidade à governadora ou aos familiares citados.

O que está estabelecido, neste momento, é que as acusações foram formalmente levadas às instituições responsáveis e continuam sem desfecho público na reta final da eleição.

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Fonte: Jornal Opção

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