As preocupações do Ministério da Fazenda e do BC com a próxima decisão do Fed
Por Antonio Temóteo — Reportagem – PlatôBR

Enquanto o Planalto e o mercado dão como certo que o Copom (Comitê de Política Monetária) reduzirá os juros em 0,25 ponto percentual, para 13,75%, nesta quarta-feira, 16, o Ministério da Fazenda e o Banco Central estão mais preocupados com outra decisão: a do Fed (Federal Reserve), que se reúne na mesma data e pode aumentar os juros nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para 4%.
O principal fator de risco, caso a decisão se confirme, é que os mercados emergentes, incluindo o Brasil, tendem a ser afetados com a saída de recursos para a maior economia do mundo. Nos Estados Unidos, o encarecimento do petróleo tem afetado a inflação, que nos últimos doze meses registrou alta de 3,4%.
O risco monitorado pelos economistas é de que a alta dos preços dos combustíveis provoque um efeito cascata sobre o custo de produtos e serviços. Com isso, a inflação da comida seria mais uma dor de cabeça para o presidente Donald Trump. Caso esse cenário se confirme, a tendência é de que o FED faça outros movimentos de alta de juros.
Dessa forma, o Brasil estaria mais exposto a um aumento do dólar e uma saída de recursos do país. Essa perspectiva já foi apresentada ao ministro Dario Durigan (Fazenda) em reuniões recentes e ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participou na última semana, quando participou de reunião dos ministros das Finanças e de presidentes dos Banco centrals dos Brics, bloco de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Fonte: Reportagem – PlatôBR