Veja notifica 247 e Marco Aurélio Carvalho confirma nota sobre fake news e crime eleitoral da revista

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – A revista Veja, publicada pelo Grupo Abril, encaminhou uma notificação extrajudicial ao Brasil 247, datada de 15 de outubro de 2026, exigindo a retirada de uma reportagem publicada no último dia 10, que reproduziu uma nota do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, com duras acusações à revista. Procurado pelo 247, Carvalho confirmou integralmente a autoria da manifestação e reafirmou suas críticas à publicação. O advogado também declarou estar pronto para demonstrar em juízo a falsidade da reportagem de Veja contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A controvérsia teve início após a publicação, por Veja, de uma reportagem baseada em uma gravação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que continha supostas acusações contra integrantes do governo Lula. Marco Aurélio de Carvalho questionou a autenticidade e a forma de apresentação do material, acusando a revista de promover uma interferência indevida no processo eleitoral, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

Grupo Abril exige identificação do autor das acusações

Na notificação extrajudicial, assinada pelo advogado Arthur Luis Mendonça Rollo, a Abril Comunicações S.A. contesta as acusações publicadas pelo Brasil 247 e exige que o veículo apresente uma cópia da nota encaminhada por Marco Aurélio de Carvalho ou reconheça que as afirmações foram produzidas por seus próprios jornalistas e editores.

O documento afirma que as declarações representam acusações de extrema gravidade contra a revista e menciona expressamente as imputações de crime eleitoral, divulgação de acusação falsa, proteção ao responsável pela gravação e participação em uma suposta armação eleitoral.

A notificação também exige a remoção imediata da reportagem, invocando o Tema 995 do Supremo Tribunal Federal, e estabelece prazo de um dia para resposta, sob ameaça de medidas judiciais nas esferas cível e criminal.

Marco Aurélio confirma autoria e mantém acusações

A confirmação feita por Marco Aurélio de Carvalho ao Brasil 247 esclarece a principal questão levantada pela notificação: as declarações reproduzidas pelo veículo são efetivamente de sua autoria.

O advogado reafirmou o conteúdo de sua manifestação e disse estar preparado para sustentar judicialmente suas acusações, inclusive para demonstrar o que considera ser a falsidade da reportagem publicada por Veja contra o presidente Lula.

Na nota original, Carvalho havia acusado a revista de utilizar uma gravação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para tentar interferir no processo eleitoral.

O advogado também questionou a edição do material divulgado pela publicação, especialmente a supressão da voz do interlocutor que conversava com Vorcaro – ao que tudo indica, um advogado de Vorcaro interessado na eleição de Flávio Bolsonaro para que seu cliente seja, assim, libertado.

A própria Veja, ao responder às críticas sobre a reportagem, reconheceu que trechos de áudio foram suprimidos para preservar a identidade da fonte. A revista sustentou que o procedimento estava amparado pela proteção constitucional ao sigilo da fonte jornalística.

Para Carvalho, entretanto, a discussão não se limita ao direito de preservar uma fonte. Sua crítica envolve as circunstâncias em que a gravação foi produzida, a edição do conteúdo e a utilização política das acusações divulgadas.

Advogado questiona edição de gravação de Vorcaro

Na manifestação reproduzida pelo 247, Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a revista teria cometido um crime eleitoral ao divulgar acusações que considera falsas contra integrantes do governo Lula.

O advogado também sustentou que a gravação de uma conversa com Vorcaro, enquanto ele estava preso, deveria ser investigada para esclarecer sua origem, as circunstâncias de sua obtenção e a identidade dos envolvidos.

Segundo sua avaliação, a proteção constitucional ao sigilo da fonte não poderia servir de justificativa para eventuais práticas criminosas.

Carvalho havia anunciado, ainda, a intenção de adotar medidas judiciais e apresentar representações à Justiça Eleitoral.

Essas afirmações constituem acusações do advogado, contestadas pelo Grupo Abril, e não conclusões judiciais sobre a conduta da revista.

Notificação ameaça ações cíveis e criminais

A iniciativa do Grupo Abril amplia o confronto entre a revista e o advogado, agora envolvendo também o Brasil 247, responsável pela publicação de suas declarações.

Na notificação, a empresa afirma que pretende recorrer à Justiça para reparar supostos danos à sua reputação caso suas exigências não sejam atendidas.

A confirmação expressa de Marco Aurélio de Carvalho, porém, estabelece que as declarações questionadas pela revista foram efetivamente feitas pelo advogado, que assume sua autoria e se dispõe a defendê-las judicialmente.

O episódio poderá, assim, levar ao exame judicial não apenas das acusações formuladas contra Veja, mas também das circunstâncias da produção e divulgação da gravação de Daniel Vorcaro que deu origem à controvérsia.

O Brasil 247 reafirma que a reportagem questionada reproduziu declarações atribuídas a uma fonte identificada, cuja autoria foi posteriormente confirmada pelo próprio responsável.

Fonte: Brasil 247

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