Único voto contra fim da escala 6×1 foi de ex-vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão
Por Redação — Brasil de Fato
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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), foi o único parlamentar a votar contra o fim da escala 6×1 no Senado, nesta quarta-feira (14). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação.
Além do voto contrário de Mourão, não participaram da votação os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR), Márcio Bittar (PL-AP) e Ciro Nogueira (Republicanos-PI). Todos aliados do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
A proposta estabelece a jornada semanal de 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. A mudança prevê uma transição para as empresas, com a redução da jornada para 42 horas em dois meses e para 40 horas em um ano, a partir da promulgação da emenda.
A votação ocorreu após cinco meses de espera no Senado e em meio à campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A redução da jornada é uma das pautas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, durante todo o processo de discussão, foi rejeitada pela extrema direita e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que mudou o discurso às vésperas da votação.
Candidato à presidência, Flávio anunciou na terça-feira (13) que votaria a favor da PEC, após evitar assumir compromisso com a medida durante a tramitação. A mudança ocorreu depois de Lula cobrar publicamente uma posição do adversário e em meio à pressão de movimentos populares e sindicais pela aprovação.
Antes da votação, o PL e o Progressistas liberaram suas bancadas para votar como quisessem. Os demais partidos orientaram seus senadores a apoiar a proposta.
A aprovação foi resultado de uma mobilização que se intensificou nos últimos anos, com a atuação de movimentos como o Vida Além do Trabalho (VAT), sindicatos e parlamentares. Na Câmara dos Deputados, a PEC havia sido aprovada em maio, com ampla maioria nos dois turnos, mas ficou parada no Senado até a votação desta quarta-feira.
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Fonte: Brasil de Fato