Após 12 anos, Venezuela e Itália fecham acordo e voos diretos entre Caracas e Roma retornarão em 2027
Por Leonardo Fernandes — Brasil de Fato
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O governo da Venezuela e a companhia aérea italiana ITA Airways assinaram um memorando de entendimento para restabelecer os voos diretos entre Caracas e Roma a partir de 30 de março de 2027. O acordo foi formalizado na capital italiana durante a agenda internacional da presidenta em exercício, Delcy Rodríguez, que participou do Fórum Mundial da Alimentação na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A nova rota contará com três voos semanais às terças, quintas e domingos, e atende a uma antiga demanda da comunidade ítalo-venezolana e de seus descendentes. A antiga estatal Alitalia havia deixado de voar entre as duas capitais em 2015. Segundo o governo de Caracas, o retorno da ligação direta com a Itália reforça as opções de transporte para a Europa e amplia a integração comercial e humana da Venezuela com o continente europeu.
Nas redes sociais, a presidenta Delcy Rodríguez comemorou o acerto e afirmou que a medida aproxima os dois povos e abre novas oportunidades de cooperação econômica, turística e cultural.
“Caracas e Roma voltarão a estar conectadas! Celebramos a assinatura de um Memorando de Entendimento com a ITA Airways para restabelecer os voos diretos entre as duas capitais a partir de 30 de março de 2027. Mais conexão, novas oportunidades e nossos povos mais próximos!”, publicou a chefe do Executivo venezuelano.
Em pronunciamento realizado na plenária do Fórum Mundial da Alimentação, na sede da FAO, em Roma, a presidenta em exercício da Venezuela anunciou o lançamento do Plano Venezuela Alimenta e a apresentação de um projeto de lei para a Economia Local na Assembleia Nacional. Segundo ela, a iniciativa busca integrar os sistemas produtivos locais com a grande agroindústria para garantir a segurança alimentar do país e avançar rumo à meta de fome zero.
“A alimentação é um direito inalienável, diretamente vinculado à vida, à dignidade e ao desenvolvimento integral das pessoas”, afirmou Rodríguez, durante sua intervenção.
O novo marco normativo pretende articular a economia comunal, os empreendimentos comunitários e o setor agroindustrial, promovendo o encadeamento produtivo e a substituição progressiva de importações.
Na FAO, a presidenta em exercício da Venezuela apresentou dados que mostram uma recuperação sustentada da produção interna após anos de dificuldades econômicas. A capacidade instalada da agroindústria venezuelana saltou de 66% em 2021 para 78% no período recente, alcançando o abastecimento pleno do mercado nacional. Além disso, a prevalência da subalimentação caiu de 5,3% em 2025 para 3% atualmente.
Ainda segundo o governo venezuelano, entre as crianças menores de cinco anos, a malnutrição aguda registrou queda expressiva, passando de 14,8% em 2019 para 1,3% em 2025. Ao mesmo tempo, o país atingiu a marca de 73,7% de adesão à amamentação exclusiva, um dos índices mais elevados da América Latina.
*Com informações da TeleSUR.
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Fonte: Brasil de Fato