Operação contra tráfico internacional mira R$ 187 milhões em patrimônio
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Bifronte contra uma organização suspeita de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ofensiva mobilizou agentes em cinco estados para cumprir 46 mandados judiciais e atingir o patrimônio dos investigados. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal (PF), a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 187 milhões em bens e valores de 69 pessoas físicas e jurídicas, além de medidas sobre 11 imóveis e uma aeronave.
A ação ocorreu em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. De acordo com a PF, as determinações judiciais incluem 23 mandados de prisão, 20 de busca e apreensão e três medidas de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico. As autoridades também solicitaram duas difusões vermelhas à Interpol e determinaram a transferência de dois investigados para unidades do sistema penitenciário federal.
As investigações apontam que o grupo mantinha uma estrutura dedicada à compra de entorpecentes na Bolívia e no Peru, com posterior transporte e distribuição das substâncias no mercado brasileiro. Os agentes também identificaram suspeitas de operações financeiras destinadas a movimentar recursos provenientes das atividades ilícitas e ocultar patrimônio.
O trabalho policial concentrou-se tanto na cadeia de fornecimento das drogas quanto nos mecanismos financeiros que, segundo os investigadores, permitiam à organização administrar e dissimular valores associados ao comércio ilegal.
Bloqueio de bens alcança cinco estados
A Justiça determinou medidas patrimoniais que abrangem imóveis localizados em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Bahia. Ao todo, as decisões alcançam 11 propriedades e uma aeronave, além do bloqueio de bens e valores dentro do limite de R$ 187 milhões.
Embora as diligências policiais ocorram em cinco unidades da Federação, a investigação patrimonial também alcança a Bahia, onde se encontram imóveis incluídos nas determinações judiciais.
As medidas têm como objetivo restringir o acesso dos investigados a recursos e propriedades que possam ter relação com as atividades sob apuração. O bloqueio também busca preservar o patrimônio enquanto avançam os procedimentos criminais.
A extensão das determinações judiciais abrange pessoas físicas e empresas. A participação de pessoas jurídicas entre os alvos integra a investigação sobre os mecanismos utilizados para movimentar dinheiro e ocultar bens.
Investigação envolve fornecimento de drogas de países vizinhos
A apuração da FICCO/MG identificou indícios de que os suspeitos adquiriam drogas provenientes da Bolívia e do Peru e organizavam o transporte das cargas até o Brasil. A partir da entrada dos entorpecentes em território nacional, o grupo atuaria na distribuição das substâncias.
Além das suspeitas relacionadas ao comércio internacional de drogas, a investigação examina a movimentação dos recursos financeiros e a formação de patrimônio associado às atividades investigadas.
Os envolvidos poderão responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A responsabilização dependerá das provas reunidas e da participação atribuída a cada investigado.
Força-tarefa reúne órgãos de segurança de Minas Gerais
A Operação Bifronte integra as atividades da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais, estrutura que reúne diferentes instituições policiais para investigar organizações criminosas.
A FICCO/MG conta com a participação da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar (PM-MG) e da Polícia Penal de Minas Gerais.
A atuação conjunta permite que as instituições compartilhem informações e coordenem operações contra grupos investigados por crimes que ultrapassam os limites territoriais de um único estado.
Na Operação Bifronte, o trabalho envolve diligências policiais, medidas cautelares contra investigados, cooperação internacional e restrições patrimoniais. As ações fazem parte da investigação sobre o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, operava a partir de uma rede com atuação em diferentes regiões do País.
Fonte: Brasil 247