Eleições 2026: maioria dos ex-atletas e dirigentes esportivos fica sem mandato nas urnas

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – As eleições de 2026 levaram às urnas uma série de personalidades conhecidas do esporte nacional, incluindo ex-jogadores de futebol, atletas olímpicos, técnicos e dirigentes, que disputaram vagas para os cargos de deputado federal, deputado estadual, deputado distrital, senador e governador. No entanto, a grande maioria dos candidatos ligados ao setor esportivo não conseguiu conquistar uma cadeira no Legislativo ou acabou perdendo a reeleição após a votação realizada neste domingo (4).

Entre os nomes de maior projeção no futebol que não obtiveram êxito nas urnas estão os ex-atacantes Edmundo (PSDB) e Luís Fabiano (MDB). No Rio de Janeiro, Edmundo, ídolo de Vasco e Palmeiras, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e recebeu 35.725 votos, o que não foi suficiente para se eleger. Em São Paulo, Luís Fabiano, com passagens marcantes por São Paulo, Sevilla e Seleção Brasileira, disputou como deputado federal e somou 9.613 votos, ficando de fora. Também em São Paulo, o ex-atacante Finazzi (MDB) tentou chegar à Câmara dos Deputados, mas obteve apenas 1.069 votos e não foi eleito.

Na disputa majoritária pelo Senado Federal no Tocantins, o ex-técnico da Seleção Brasileira Vanderlei Luxemburgo (Podemos) concorreu a uma das duas vagas disponíveis. O treinador recebeu 67.987 votos — o equivalente a 4,11% dos votos válidos — e terminou fora do pleito.

O cenário de derrotas também alcançou ex-atletas olímpicos de destaque. No Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila do Vôlei (PDT) não conseguiu renovar seu mandato de senadora. Com duas medalhas olímpicas de bronze conquistadas em Atlanta 1996 e Sydney 2000, Leila ocupava a cadeira desde 2018, mas terminou a disputa em terceiro lugar, acumulando 686.340 votos (21,25% dos votos válidos). As duas vagas do DF ficaram com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).

Ainda no Distrito Federal, o ex-meia Marcelinho Carioca (Republicanos) concorreu ao cargo de deputado distrital, recebendo 2.494 votos, sem conseguir retornar ao Legislativo. No Piauí, a campeã olímpica de judô Sarah Menezes (MDB) tentou uma cadeira de deputada federal e somou 10.516 votos, ficando sem mandato. Já em Minas Gerais, o campeão olímpico de vôlei na Rio 2016, Maurício Souza (PL), tentou a reeleição para deputado federal, mas obteve 16.122 votos e não garantiu o novo mandato.

Dirigentes com histórico de gestão em grandes clubes do futebol brasileiro também acumularam reveses na votação. No Rio de Janeiro, Eduardo Bandeira de Mello (PV), ex-presidente do Flamengo, tentou se reeleger deputado federal, mas não conquistou vaga na Câmara. Na mesma disputa e pelo mesmo estado, Marcos Braz (PSDB), ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, recebeu 18.305 votos e ficou de fora. Em Minas Gerais, Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e alcançou 20.279 votos, sem se eleger. Por sua vez, o ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil (PDT), concorreu ao Governo de Minas Gerais e somou 403.466 votos, mas não avançou para o segundo turno.

Candidatos provenientes de outras modalidades esportivas também não obtiveram votação suficiente. Em São Paulo, o fisiculturista Felipe Franco (União) tentou a reeleição para deputado estadual, mas os 59.518 votos recebidos não foram suficientes para mantê-lo na Assembleia Legislativa. O ex-jogador de basquete Douglas Viegas (Podemos) disputou o cargo de deputado federal por SP e obteve 26.579 votos. No atletismo, Altobeli Santos da Silva (União), representante olímpico e campeão mundial de cross country, registrou 5.192 votos na busca por uma vaga na Assembleia Legislativa paulista.

Apesar da série de derrotas entre personalidades do esporte, alguns nomes conseguiram obter vitórias nas urnas. No Rio Grande do Sul, o ex-goleiro Danrlei (PSD), ídolo do Grêmio e campeão da Copa Libertadores de 1995, foi reeleito deputado federal ao alcançar 105.079 votos. No Rio de Janeiro, o ex-nadador Luiz Lima (Novo) garantiu a reeleição para a Câmara dos Deputados ao registrar 79.249 votos.

Nas disputas estaduais, o ex-atacante e ídolo do Bahia, Bobô (PCdoB), foi eleito deputado estadual na Bahia com 70.893 votos. Em São Paulo, o ex-lutador de MMA Felipe Sertanejo (PL) conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa ao obter 138.277 votos, figurando entre os 94 deputados estaduais eleitos no estado. Por fim, no Amazonas, Rozenha (PSD) foi reeleito deputado estadual com 62.201 votos. Além da atuação política, ele exerce os cargos de presidente da Federação Amazonense de Futebol e de vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Fonte: Brasil 247

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