Homem é preso suspeito de matar empresária e simular incêndio no Rio
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – Um homem foi preso temporariamente nesta quinta-feira (24), no Rio de Janeiro, sob suspeita de matar a companheira, a empresária Elaine Ferreira Ourique Mattos, e tentar encobrir o crime por meio de um incêndio na residência onde os dois viviam, na Pavuna, Zona Norte da capital.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil com base na Polícia Civil do Rio de Janeiro, o mandado de prisão por feminicídio foi cumprido por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), após a investigação reunir indícios de que a morte não teria sido provocada pelo fogo.
O caso ocorreu na manhã de quarta-feira (23). Depois de controlar o incêndio no imóvel, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo da empresária parcialmente carbonizado. A partir da descoberta, agentes da Polícia Civil iniciaram a apuração das circunstâncias da morte.
A perícia identificou diversos ferimentos na cabeça e no rosto de Elaine. Os investigadores também encontraram um projétil de arma de fogo no chão da cozinha e verificaram que as marcas de queimadura estavam concentradas principalmente sobre o sofá.
Esses elementos levaram a polícia a investigar a hipótese de que o incêndio tenha sido provocado após a morte da empresária com o objetivo de dificultar a identificação da dinâmica do crime.
Os investigadores também apontaram contradições nas versões apresentadas pelo companheiro da vítima sobre o ocorrido.
Outro elemento incorporado ao inquérito foi uma transferência via Pix feita no dia do crime a partir da conta do salão de beleza pertencente à empresária para uma conta do investigado. O valor da operação foi de aproximadamente R$ 3,4 mil.
A pessoa responsável pelo setor financeiro do estabelecimento informou à polícia que o celular de Elaine era o único dispositivo utilizado para autorizar esse tipo de movimentação bancária. Durante as diligências, o aparelho da empresária foi encontrado dentro do veículo do suspeito.
Familiares ouvidos pelos investigadores também relataram que o homem controlava aspectos da rotina da vítima. De acordo com os depoimentos reunidos pela Polícia Civil, ele restringia o contato de Elaine com parentes e monitorava os deslocamentos da empresária.
Diante do conjunto de indícios levantados pela perícia e dos depoimentos obtidos durante as primeiras diligências, a autoridade policial pediu à Justiça a prisão temporária do investigado.
O pedido foi autorizado, e agentes da Delegacia de Homicídios da Capital localizaram e prenderam o homem na quinta-feira, um dia depois da morte da empresária.
A investigação prossegue para determinar com precisão como Elaine foi morta, estabelecer a sequência dos acontecimentos dentro da residência e esclarecer se o incêndio foi deliberadamente provocado para ocultar evidências do feminicídio.
Fonte: Brasil 247