Flávio debocha de Moraes ao citar uso de avião de Vorcaro e alvo da PF
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CASO MASTER
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24/9/2026 | Atualizado às 15:05
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu com ironia à revelação de que viajou em um jatinho ligado a Daniel Vorcaro. Disse que a aeronave “era de Willer” e aproveitou para provocar Alexandre de Moraes. O advogado Willer Tomaz, citado por Flávio, é amigo do senador e foi alvo da Polícia Federal na investigação sobre fraudes no INSS.
“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu Flávio nesta quinta-feira (24). Não há indicação de que a aeronave pertença ao ministro. Moraes e sua esposa, Viviane Barci, usaram o mesmo jatinho meses depois, em viagem contratada, segundo o escritório dela, como serviço de táxi aéreo.
Flávio, a esposa e as duas filhas viajaram de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, para Brasília, em janeiro de 2025, em um Legacy 650. Willer também estava a bordo.
Willer afirmou ser dono de um terço das cotas da aeronave. Outro terço pertencia à Prime You, empresa que tinha Vorcaro entre seus sócios. Segundo o advogado, foi ele quem solicitou e pagou a viagem.
O nome de Willer também aparece na Operação Sem Desconto. Ele foi alvo de busca e apreensão e é apontado pela PF como responsável por uma estrutura que funcionaria como “hub financeiro, patrimonial e logístico” ligado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). A defesa afirma que o advogado não é formalmente investigado e nega qualquer participação nas fraudes do INSS.
O mesmo jatinho de Moraes
A provocação mira Moraes porque a mesma aeronave foi usada meses depois pelo ministro do Supremo e pela mulher dele, Viviane Barci de Moraes. Um vídeo registrou o casal desembarcando do jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, em 22 de agosto de 2025.
O escritório Barci de Moraes afirmou que contratava serviços de táxi aéreo da Prime Aviation, que a escolha das aeronaves cabia à empresa e que Vorcaro nunca esteve nos voos com integrantes da banca. O episódio ganhou repercussão adicional porque o escritório de Viviane também manteve contrato milionário com o Banco Master.
Flávio e Vorcaro
O voo veio à tona enquanto Flávio é investigado por sua participação nas tratativas para o financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A investigação apura repasses de Vorcaro para custear a produção.
Relatórios da PF apontam mensagens, cobranças e encontros relacionados ao projeto. Segundo a investigação, Flávio pediu R$ 131 milhões para o filme e cerca de R$ 60 milhões teriam sido repassados.
A viagem de janeiro de 2025 ocorreu durante as negociações para a produção. Segundo a revista piauí, depois de retornar ao Brasil, Flávio teria cobrado interlocutores para acelerar a liberação dos recursos. Não há indicação de que o voo em si seja objeto da investigação.
Flávio tem classificado a investigação como interferência eleitoral e usado na campanha as revelações envolvendo Moraes e Vorcaro. Ao responder nesta quinta sobre o próprio voo, trouxe para a controvérsia também Willer, outro personagem alcançado pelas investigações da Polícia Federal.
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Fonte: Congresso em Foco