O pessimismo do mercado traduzido nas expectativas coletadas pelo Banco Central

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Por Antonio TemóteoReportagem – PlatôBR

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O mercado está mais pessimista com os rumos da economia brasileira em 2026 e em 2027. As incertezas sobre quem será o próximo presidente da República e sobre os rumos da política fiscal mantêm analistas e investidores em compasso de espera. As projeções coletadas pelo Banco Central na mais recente edição do relatório Focus mostram uma certo ceticismo, que se traduz em apostas de baixo crescimento e de inflação longe do centro da meta, de 3%.

Para 2026, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu pela segunda semana consecutiva, para 1,88%. Há quatro semanas, era de 1,95%. A estimativa para a inflação subiu para 4,92%, acima do teto da meta, de 4,5%. A única surpresa positiva entre os dados do relatório é a expectativa de que a autoridade monetária realizará mais um corte de juros, o que levará a Selic para 13,5%.

Para 2027, a expectativa de crescimento econômico caiu pela segunda semana consecutiva, agora para 1,43%. Há quatro semanas, a aposta era de alta do PIB de 1,5%. A projeção para a inflação permaneceu inalterada em 4,3%, dentro do limite de tolerância definido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). No caso da Selic, o mercado projeta cortes ao longo do próximo ano, mas com a taxa permanecendo em dois dígitos, em 12%. 

Sem uma sinalização clara de que o próximo presidente trabalhará para reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública, o mercado continuará pessimista. Os últimos dois anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de reajustar o Bolsa Família e autorizar o SUS (Sistema Único de Saúde) a ofertar canetas emagrecedoras, com um custo estimado de R$ 30 bilhões em 2027, aumentaram a percepção de risco dos agentes econômicos sobre o compromisso do petista com o ajuste fiscal.

Fonte: Reportagem – PlatôBR

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