A força encantadora das ruas
Por Carlos Carvalho — Brasil 247
São poucos os espaços que ainda não foram ocupados pelo povo. Não há uma rua, um parque ou praça que não esteja recebendo manifestações em defesa da democracia brasileira. De Norte a Sul, do sertão ao litoral, lá estamos nós na luta cotidiana pela manutenção da soberania nacional, pois sabemos que um país que tanto avançou em políticas públicas de inclusão social não pode ser tomado na “mão grande” por uma quadrilha de “homens de bem”, cujas mãos estão manchadas com o sangue das mais de 700 mil mortes durante a pandemia, assim como a responsabilidade por terem obrigado o povo pobre brasileiro a mendigar um pedaço de osso, para “alimentar” a família, ou ainda, pelas perseguições contra vozes dissonantes e minorias.
Definitivamente, não é esse o país que queremos! mas a luta não é fácil (e quem disse que seria?), uma vez que a disputa não se dá apenas entre os dois candidatos. Trata-se, na verdade, de uma batalha desigual, pois lutamos contra os interesses políticos e econômicos de um poderoso império, a ingerência criminosa das big techs e parte de um judiciário e um parlamento carcomidos por denúncias de corrupção, tentando salvar a própria pele. Neste contexto, alguns dos homens que teriam por obrigação constitucional zelar pela imparcialidade do processo eleitoral já demonstraram, por várias vezes, não estarem à altura da função, deixando seus interesses pessoais e sua parcialidade política moldarem suas decisões em claro prejuízo ao candidato progressista.
Como nada acontece por acaso, é sabido que é interesse de muito “peixe graúdo”, nas mais variadas instâncias da República, que o candidato extremista vença o pleito, pois somente assim o tsunami de imundice que ameaça arrastá-los para o pântano será jogado para debaixo do tapete, em nome de uma pseudo governabilidade, como se aquele famoso banqueiro, e tudo aquilo que o conecta aos poderosos grupos de comunicação, políticos, artistas, jornalistas, atletas, apresentadores de TV, empresários e magistrados, jamais tivesse existido. A questão é que no meio do caminho do fascismo tem uma “pedra”. Na verdade, o que há no caminho são milhares e milhares de pessoas mostrando que a força encantadora das ruas cresce a cada minuto, avançando em direção àqueles que tramam dia e noite contra nossa pátria-mãe, esfaqueada, traída, subtraída, mas já não tão distraída.
O povo está nas ruas, que já começam a ficar pequenas para acomodar a alma encantadora da nossa brava gente brasileira. Os extremistas estão recuando, pois já não estão mais tão confortáveis, e sabem que também não podem cantar vitória. O “boca a boca”, a mão no ombro e a conversa de pé de ouvido já surtem efeitos. A bola está em jogo. O candidato progressista joga futebol. Com a bola no pé, nada impede um gol de virada.
Fonte: Brasil 247