Warner investe milhões para transformar em Oscar atuação de Tom Cruise em filme candidato a maior fracasso da história do cinema
Por Ricardo Gozzi — Seu Dinheiro

Digger encerrou seu fim de semana de estreia nos cinemas como candidato a maior flop de bilheteria de 2026. Uma semana depois, o filme estrelado por Tom Cruise cavou ainda mais fundo. Se as projeções de mercado se confirmarem, a produção dirigida pelo mexicano Alejandro G. Iñárritu desponta agora como forte candidata ao posto de maior fracasso comercial da história do cinema.
A receita de Digger despencou 60% em seu segundo fim de semana em cartaz. Até o momento, o longa-metragem acumula US$ 35,3 milhões em bilheteria global, pouco mais de 10% do valor necessário para atingir o ponto de equilíbrio financeiro.
A Warner Bros. aprovou inicialmente o projeto com um orçamento de US$ 125 milhões. No entanto, os custos saltaram para cerca de US$ 180 milhões após atrasos no cronograma de produção. Em seguida, o estúdio investiu mais US$ 100 milhões em marketing.
De acordo com a revista Variety, o filme precisaria arrecadar cerca de US$ 350 milhões em todo o mundo para ficar no zero a zero. Isso porque as redes de cinema ficam com aproximadamente metade da receita obtida com a venda de ingressos.
Pelas projeções da indústria, porém, esse cenário parece distante. As estimativas apontam que Digger caminha para encerrar sua trajetória nas salas de cinema com cerca de US$ 50 milhões em arrecadação mundial.
Tom Cruise e os maiores fracassos da história do cinema
Caso as previsões se concretizem, o filme estrelado por Tom Cruise registrará um prejuízo estimado em US$ 245 milhões, tornando-se, com sobras, o maior fracasso financeiro da história do cinema.
Atualmente, o recorde pertence a John Carter: Entre Dois Mundos (2012), da Disney, reconhecido pelo Guinness World Records após acumular perdas de US$ 161 milhões.
Um ano depois, a Disney sofreu outro revés de grandes proporções com O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger), que teria gerado prejuízo de aproximadamente US$ 160 milhões.
Voltando a 1995, A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat Island), dirigido por Renny Harlin, arrecadou apenas US$ 16 milhões diante de um orçamento estimado em US$ 100 milhões. Corrigido pela inflação, o prejuízo é estimado hoje em cerca de US$ 105 milhões. De quebra, o longa contribuiu para levar o estúdio Carolco Pictures à falência.
Tom Cruise também aparece em posição de destaque nessa lista. Em 2017, a tentativa de revitalizar a franquia A Múmia resultou em perdas estimadas de US$ 95 milhões para o estúdio.
Um Oscar para o maior fiasco comercial de todos os tempos?
De volta a Digger, embora a sátira de Iñárritu tenha dividido a crítica especializada, a atuação de Tom Cruise vem recebendo elogios.
Pela primeira vez em quase três décadas, o ator é tratado como um candidato competitivo ao Oscar de melhor ator.
De olho nessa possibilidade, estimativas apontam que a Warner Bros. já teria investido cerca de US$ 15 milhões em uma campanha para impulsionar a chance de premiação.
A indicação é considerada bastante provável por parte da mídia especializada.
Para conquistar a estatueta, porém, Cruise ainda teria de superar potenciais concorrentes de peso, como Andrew Scott (Elsinore), John Malkovich (Wild Horse Nine) e Matt Damon (A Odisseia).
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Fonte: Seu Dinheiro