Voto RicaNaro já é realidade entre aliados de Ricardo Ferraço

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A Gazeta

Ricardo Ferraço, Cabo Fonseca e Flávio Bolsonaro

Ricardo Ferraço, Cabo Fonseca e Flávio Bolsonaro
Instagram/@cabofonseca
Como se sabe, o governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, não escolheu um lado na disputa pela Presidência da República. Não apoia nem Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) ou qualquer outro nome. Entre alguns aliados do emedebista, porém, o voto RicaNaro já é uma realidade.
Há também quem torça para Lula, como o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o principal apoiador de Ricardo. Mas o próprio Casagrande, em 2022, foi beneficiado pela estratégia CasaNaro.
O eleitorado bolsonarista, no Espírito Santo, supera o petista, é fato. O último levantamento da Quaest contratado pela TV Gazeta mostrou o candidato do PL com 34% das intenções de voto e o do PT, com 29%.

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O surgimento dos RicaNaristas já era previsível, considerando que a aliança partidária que sustenta a candidatura do governador é bastante ampla, vai da centro-esquerda (PSB e PDT) à centro-direita (PP e União Brasil).
Mas há alguns arranjos curiosos.
O vereador de Cariacica Cabo Fonseca, por exemplo, é do Republicanos, partido do principal adversário de Ricardo, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, mas apoia a reeleição do governador.
E a eleição de Flávio Bolsonaro.

Pazolini não é de direita. Ricardo é mais conservador que Pazolini

Cabo Fonseca (Republicanos) Vereador de Cariacica

Cabo Fonseca não é candidato neste pleito.
“Eu queria sair do Republicanos, mas não deixaram e não tem janela para eu sair (a janela para vereadores trocarem de partido sem risco de perder o mandato será aberta somente em 2028)”.
CALLEGARI
O deputado estadual Callegari é candidato a senador pelo DC, sigla que não integra a coligação de Ricardo Ferraço, mas também já declarou voto no emedebista e em Flávio.
O DC, oficialmente, não apoia nenhum candidato ao Palácio Anchieta. Para o Palácio do Planalto, tem candidatura própria, a da advogada Clariana Barão.

SANDRO LOCUTOR
Já o ex-deputado estadual Sandro Locutor disputa novamente uma vaga na Assembleia Legislativa, é do MDB e também está com Flávio Bolsonaro.
O MDB adotou a neutralidade na corrida presidencial e liberou os diretórios estaduais para se posicionarem como bem entenderem. O MDB-ES não tem predileção por um ou outro candidato, assim como Ricardo.
Mas Sandro Locutor tem. 
“Não estou na campanha do Flávio, mas meu candidato é ele. E o Ricardo, lógico. 
Ricardo tem posição de independência e está correto, afinal o governador tem que conversar com todos. Mas eu, pessoalmente, estou com Flávio. A maioria do meu eleitorado é de direita, mas eu respeito quem é de esquerda”, afirmou Locutor.
MESSIAS DONATO

Ainda na coligação de Ricardo, temos o deputado federal Messias Donato, que era do Republicanos até recentemente e migrou para o União Brasil, pelo qual disputa a reeleição.

O principal apoiador de Messias é o prefeito de Cariacica Euclério Sampaio, presidente estadual do MDB e aliado de primeira hora de Ricardo.
De forma que o deputado federal juntou-se às fileiras ricardistas. Ao mesmo tempo, é um simpatizante da candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro.
LÉO CAMARGO

Evair de Melo, Léo Camargo e Lorenzo Pazolini

Evair de Melo, Léo Camargo e Lorenzo Pazolini
Instagram/@leocamargo.es

No Sul do estado há um caso emblemático. 

O ex-vereador Léo Camargo disputou a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim pelo PL em 2024, contra Theodorico Ferraço (PP), pai de Ricardo.
Agora, Léo Camargo é candidato a deputado estadual pelo União Brasil, partido da coligação do governador.
O ex-vereador apoia Flávio Bolsonaro para presidente. Mas não está, na prática, com Ricardo.
“O partido respeitou minha decisão de não apoiar o Ricardo, é uma questão pessoal minha”, contou.
No dia 22 de agosto, ele publicou um vídeo no Instagram em que aparece ao lado de Pazolini e do deputado federal Evair de Melo (Republicanos), candidato ao Senado.
No vídeo, gravado em Castelo, Léo Camargo chama Pazolini de “nosso governador” e defende “renovar o estado do Espírito Santo”.

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Fonte: A Gazeta

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