Votação do fim da escala 6×1 será nesta quarta: veja porque Flávio Bolsonaro quer que você perca a vida no trabalho

0

Por Redação — Esquerda Diário

1000599664.jpg?1791990995

Nesta quarta-feira, 14, acontecerá a primeira votação no Senado da PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais.

São necessários ao menos 49 votos de senadores favoráveis a PEC, além de uma segunda votação, para que ela seja aprovada. Depois disso, Davi Alcolumbre precisa promulgar a emenda na Constituição.

Caso alguma mudança no texto seja aprovada, ele deverá voltar à Câmara de Deputados para uma nova rodada de votação antes de ser promulgada.

Uma série de manobras estão colocadas para a sessão de hoje. Desde uma proposta da senadora Teresa Leitão (PT-PE) de “quebra de interstícios”, que levaria a que os dois turnos da votação aconteçam hoje.

Mas as principais manobras são as de Flávio Bolsonaro e seus aliados, defensores da escala 7×0, que querem fazer de tudo para que você siga perdendo a sua vida no trabalho. Mesmo após sua declaração demagógica de que votaria a favor da escala 6×1, preocupado em não se queimar antes do segundo turno, ele e o senador Rogério Marinho (PL-RN), seu assessor de campanha, articulam o esvaziamento do plenário do Senado e propostas de adiamento da votação para depois do segundo turno da eleição presidencial.

Flávio também já se prepara para o possível cenário em que a PEC seja aprovada. Caso eleito, Flávio vai propor uma nova PEC que na prática anule o fim da 6×1 e libere a jornada 7×0, em que o trabalhador receba por hora trabalhada a partir de acordo com o patrão.

Mais do que nunca, não podemos mais assistir a extrema-direita bolsonarista tentando de tudo para que a escala 6×1 continue. Como também não podemos confiar na boa vontade de Davi Alcolumbre, que já atuou contra a aprovação dessa PEC antes e está colocando para votar agora apenas por interesses dele em se aproximar do lulismo para tentar salvar sua cadeira de presidente do Senado ano que vem.

Nem mesmo aprovação da PEC não garante que ela seja aplicada. Exempl disso é que, em julho deste ano, o Senado aprovou a PEC que prevê o reajuste para os agentes sanitários de endemias, mas ela nao foi promulgada por que Davi Alcolumbre sentou em cima, a pedido do Ministro da Fazenda Dario Durigan.

É urgente construir uma forte mobilização que imponha a aprovação do fim da escala 6×1, sem confiar nos acordos do governo com a direita, que foi o que permitiu que a PEC só chegasse para ser votada nesse segundo turno.

As centrais sindicais governistas, CUT e CTB, devem romper sua paralisia e, se apoiando nos atos massivos do fim de semana, construam uma greve geral já pelo fim da escala 6×1, que se enfrente com Flávio Bolsonaro, a extrema-direita e o imperialismo.

Fonte: Esquerda Diário

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *