Vitória de Flávio Bolsonaro: desmonte da educação e da saúde pública

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Por Ricardo Mezavila — Brasil 247

As manifestações dos estudantes em Recife e no Rio de Janeiro em favor da democracia são indicativo para a sociedade do quanto a educação pode perder em um eventual governo compromissado em entregar serviços públicos nas mãos de empresários, em detrimento da população.

Em 28 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou, no Hospital São João de Deus, na Região Amazônica, a primeira cirurgia robótica de próstata realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento foi possível após a inclusão da prostatectomia radical assistida por robô na tabela do SUS.

A Educação e a Saúde são prioridades. Enquanto a eleição de Flávio Bolsonaro repete um roteiro já conhecido: cortes drásticos em benefício de negócios privados ligados à família.

Na educação, haverá cortes de financiamento que favorecerão o ensino privado. Como no governo de seu pai, onde o MEC perdeu mais de R$ 15 bilhões entre 2020 e 2022 — universidades federais tiveram orçamento reduzido em até 30%, bolsas de pesquisa cortadas e escolas públicas abandonadas.

A consequência é proposital: enfraquecer o ensino gratuito para empurrar famílias para faculdades e escolas de amigos e aliados. Não é falha: é projeto.

Na saúde, o SUS sucateado favorece planos de saúde. Usando a mesma lógica: sob Bolsonaro, o SUS sofreu cortes de R$ 12 bilhões em investimentos, redução de leitos e falta de remédios. Quanto pior o serviço público, mais crescem os planos de saúde — que já atendem a menos de 25% da população.

A vitória de Flávio significa transformar o SUS em serviço de emergência só para os pobres, enquanto atendimento de qualidade vira mercadoria para quem pode pagar.

A diferença é clara: investir ou desmontar. Enquanto a família Bolsonaro cortava e quer voltar para manter os cortes, o governo Lula reverteu a situação em seu mandato: a educação ganhou R$ 17,2 bilhões a mais e a saúde R$ 24,3 bilhões a mais já em 2023.

Retomou o Mais Médicos, ampliou o Farmácia Popular com remédios gratuitos, reajustou a merenda escolar e abriu novos campi universitários. De um lado, fortalecer o público para todos; do outro, enfraquecer para entregar ao mercado.

Não é teoria: é o que já aconteceu. Direitos constitucionais virariam negócio privado. Escolas, universidades e postos de saúde do povo perdem; donos de redes de ensino e de saúde ganham.

Redes de ensino e de saúde são o que realmente faz um país prosperar. O Brasil não pode trocar o futuro da maioria — trabalhadores, estudantes, crianças e idosos de baixa renda e produtivos — pelo lucro de uma minoria sanguessuga, rica e imprestável.

Investir em educação e saúde é investir na dignidade, na produtividade e na esperança de milhões. É garantir que o país avance com justiça social, e não se curve aos interesses de quem só enriquece às custas da miséria alheia.

O Brasil precisa escolher: ou fortalece o que é público e essencial, ou se rende ao parasitismo de uma elite que nada produz e tudo suga.

Fonte: Brasil 247

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