Vieira vai ao STF para tentar obrigar Senado a instalar CPI do Master

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CRISE NO SUPREMO

Congresso em Foco

15/9/2026 | Atualizado às 14:55

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta terça-feira (15) que vai entrar com um mandado de segurança no STF para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalar uma CPI sobre as relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O requerimento reúne 41 assinaturas e, segundo Vieira, está há seis meses na mesa de Alcolumbre.

“Ainda hoje vou entrar com mandado de segurança, novamente, pedindo que o Supremo determine ao presidente da Casa a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para apurar a relação dos ministros com o Daniel Vorcaro”, afirmou durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Vieira disse que Alcolumbre não tem respondido a ofícios, despachos ou telefonemas relacionados ao pedido.

Parlamentares da oposição se reuniram nesta terça-feira em comissão do Senado para assistir à sessão do Supremo que decidirá se Alexandre de Moraes será investigado.

Pedido parado há seis meses

Alessandro Vieira afirmou que o Senado não pode se omitir diante das suspeitas envolvendo integrantes do STF. “Essa Casa não pode se omitir da sua responsabilidade”, declarou. Segundo ele, a CPI serviria para esclarecer eventuais relações de ministros e familiares com Vorcaro. “O que nós estamos defendendo é investigação. É justiça e lei para todo mundo.”

O senador tenta abrir investigações sobre integrantes de tribunais superiores desde o início de seu mandato. Em 2019, apresentou o requerimento da chamada CPI da Toga, que não chegou a ser instalada, além de pedidos de impeachment de Toffoli e Moraes. “Os fatos que foram apontados em 2019 por mim e pelos 32 senadores e senadoras que assinaram o pedido de CPI permanecem. E a eles foram se somando diversos outros casos”, afirmou.

Relatório da CPI do Crime Organizado

Vieira também foi relator da CPI do Crime Organizado. No parecer final, chegou a propor o indiciamento do ministro Alexandre de Moraes, mas o relatório não foi aprovado pela comissão. Nesta terça, relacionou as suspeitas envolvendo o Banco Master aos fatos que havia apontado naquele colegiado. “Tudo aquilo que a gente materializou no relatório da CPI do Crime Organizado está em discussão agora no STF. É uma infiltração profunda do crime organizado que chegou às mais altas Cortes”, disse.

CPI do Crime Organizado rejeita relatório de Alessandro Vieira

O requerimento da nova CPI tem assinaturas de 41 senadores de diferentes partidos, entre eles Sergio Moro (União-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF) e Efraim Filho (União-PB). Vieira afirmou que pretende esgotar os instrumentos legais para provocar uma decisão sobre a instalação da comissão.

Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, Alessandro Vieira disse que a crise no Supremo é ruim para o Judiciário, mas pode ter um saldo positivo para o país. Ele também criticou o que chamou de interferência de ministros do STF no Congresso para atrapalhar uma reforma no sistema de Justiça do país.

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Fonte: Congresso em Foco

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