Videocast ‘Práticas Sustentáveis’: Como a Natura transforma regeneração em estratégia de negócio

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O terceiro episódio do videocast “Práticas Sustentáveis”, do Um Só Planeta, recebe a Natura, uma das marcas mais lembradas quando o assunto é sustentabilidade no Brasil e no mundo. A entrevistada é Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da companhia, cargo que ocupa desde 2023. O bate-papo é comandado pela jornalista e editora de Um Só Planeta, Naiara Bertão. A série é uma parceria de Um Só Planeta com o jornal Valor Econômico.
Ana tem mais de 20 anos de experiência em áreas de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa . É graduada em Direito pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduação em Direito Econômico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e formação para conselheiros pela Fundação Dom Cabral.
No episódio, Ana explica a virada estratégica da Natura de uma agenda de sustentabilidade para um modelo de negócio regenerativo, formalizado na visão 20-50 e no compromisso 20-30, que colocam a meta de a empresa deixar de apenas compensar impactos negativos para gerar impacto positivo em quatro capitais — financeiro, humano, social e ambiental — até 2050.
Episódio 3: Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da companhia, é entrevistada no “Práticas Sustentáv
Natura/ Divulgação
Ela detalha como esses compromissos são medidos e monitorados na prática: pelo iP&L (Integrated Profit and Loss), ferramenta que mapeia externalidades positivas e negativas em cada capital; pelo IDH aplicado à rede de consultoras; e pelo IPS (Índice de Progresso Social), usado para acompanhar as 56 comunidades fornecedoras de bioativos da companhia. Segundo ela, a governança do tema passa por um comitê de sustentabilidade ligado ao conselho de administração, que acompanha esses indicadores nas mesmas reuniões em que discute resultados financeiros.
A conversa passa pelo trabalho da Natura na Amazônia, onde a empresa mantém equipe dedicada baseada no Pará. Um dos exemplos citados é o desenvolvimento, com a Embrapa e uma comunidade de Tomé-Açu, de um modelo agroflorestal de policultivo para reduzir a dependência do monocultivo de dendê e diminuir riscos climáticos e de pragas. Ana também menciona o uso do NaturaGIS, ferramenta de geolocalização e inteligência artificial para monitorar comunidades fornecedoras e antecipar riscos climáticos à cadeia de suprimentos.
No campo financeiro, ela apresenta o mecanismo Amazônia Viva, um modelo de blended finance que usa a Natura como off-taker para viabilizar crédito a comunidades da região, incluindo uma parceria de R$ 50 milhões com o Banco do Brasil para sistemas agroflorestais, e que hoje tem índice de inadimplência zero.
Ana fala ainda sobre a política de renda digna da empresa, que substitui o salário mínimo como referência de remuneração, e sobre o histórico da Natura em repartição de benefícios com comunidades da Amazônia, prática adotada antes mesmo da legislação brasileira sobre o tema.
Encerrando a entrevista, Ana comenta os desafios futuros da companhia, como, por exemplo, manter o ritmo de inovação, ampliar parcerias com outras empresas e transformar propósito em ação concreta. Também reforça a importância da consistência da agenda de sustentabilidade mesmo diante de mudanças internas e externas.
“O que a gente não pode perder é essa coerência. Tem que ser coerente com os valores e com aquilo que eu acredito”, disse Ana Costa.
Confira o episódio completo do Práticas Sustentáveis, nos canais do Um Só Planeta.

Fonte: umsoplaneta

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