Trump diz que os EUA tiraram Venezuela de lista sobre tráfico de drogas
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – Os Estados Unidos retiraram a Venezuela de sua lista de países que não conseguiram combater de forma comprovada o tráfico de drogas pela primeira vez em mais de 20 anos, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em comunicado nesta quarta-feira (16), acrescentando que pode considerar a retirada da vizinha Colômbia.
Atualmente, a Venezuela é presidida por Delcy Rodríguez, que assumiu o governo após o sequestro do chavista Nicolás Maduro por forças dos EUA, em janeiro deste ano.
O governo do presidente estadunidense, Donald Trump, alegou necessidade de combater o narcotráfico, mas, conforme denunciam lideranças progressistas na América Latina, o argumento do chefe da Casa Branca é um pretexto para interferir na soberania de países da região, e estimular a formação de governos que facilitem a entrada de investidores dos EUA.
“Decidi que a Venezuela não deve mais ser designada como tendo falhado comprovadamente em cumprir seus compromissos de controle de drogas”, afirmou Trump, segundo a Reuters. “Espero ver progresso contínuo e mensurável por parte do governo interino no desmantelamento de grupos narcoterroristas e na interrupção do tráfico de drogas através da Venezuela”, continuou.
O presidente dos EUA também comentou sobre outro país sul-americano. “A Colômbia está pronta para retomar seu lugar como nosso principal parceiro de segurança no hemisfério” após a eleição do presidente Abelardo De La Espriella, continuou.
“Se, como esperado, a Colômbia avançar na erradicação agressiva da coca e no desmantelamento de suas redes narcoterroristas ao longo do próximo ano, considerarei retirar o status de ‘falha comprovada’ do país”, acrescentou.
A Colômbia foi designada no ano passado por Trump por supostamente não ter combatido a produção de cocaína, em meio a repetidas trocas de acusações entre ele e o ex-presidente de esquerda Gustavo Petro. Trump apoiou De La Espriella, um ex-advogado de pessoas ligadas a paramilitar
Fonte: Brasil 247