Trump autoriza possíveis novas sanções contra a Rússia
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou uma lei que autoriza a adoção de possíveis novas sanções contra a Rússia, informou a agência Sputnik neste sábado (19).
As medidas não entrarão em vigor automaticamente: elas só poderão ser aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, a seu critério.
“Na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o presidente sancionou a lei H.R. 5334, a ‘Lei Lindsay O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã de 2026’, que autoriza e amplia sanções, tarifas e proibições previstas em lei contra a Rússia e prorroga as sanções existentes contra o Irã”, informou a Casa Branca em comunicado.
A iniciativa, originalmente proposta pelo falecido senador Lindsey Graham, havia sido anteriormente aprovada tanto pelo Senado quanto pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Uma das principais características da legislação é a ampla autoridade concedida ao presidente dos Estados Unidos em relação à imposição de tarifas secundárias. Trump poderá determinar o momento e as alíquotas dessas tarifas, além de conceder isenções das restrições a países específicos sem necessidade de aprovação prévia do Congresso.
Além disso, a lei permite que Trump suspenda as sanções e tarifas previstas caso sejam cumpridas as condições estabelecidas no texto, especificamente aquelas relacionadas à conclusão de um acordo de paz sobre a Ucrânia e ao fim das hostilidades. A Casa Branca havia apontado anteriormente a possibilidade de suspender as sanções após um acordo de paz como um elemento central da iniciativa, juntamente com a ampla autoridade do presidente para conceder isenções.
A legislação prevê a imposição de tarifas adicionais de até 100% sobre importações americanas provenientes de países que se enquadrem nos critérios de grandes compradores de petróleo e gás russos e que continuem adquirindo esses produtos. Dispositivos separados estabelecem tarifas de até 500% sobre produtos de origem russa importados diretamente pelos Estados Unidos.
Ajuda militar
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou no sábado que aprovou a possível venda à Ucrânia de atualizações para o desenvolvimento de sistemas de defesa aérea no valor de US$ 2,68 bilhões.
“O Departamento de Estado dos Estados Unidos tomou uma decisão aprovando uma possível Venda Militar Estrangeira ao governo da Ucrânia para a aquisição de atualizações de desenvolvimento de defesa aérea, além de equipamentos e serviços relacionados. O custo total estimado é de US$ 2,68 bilhões”, informou o Departamento de Estado em comunicado.
Segundo a nota, caso a compra proposta seja concluída, Kiev financiará a operação com contribuições europeias e recursos do programa de financiamento militar estrangeiro dos Estados Unidos.
“Se a compra proposta for concluída, a Ucrânia a financiaria utilizando uma combinação de contribuições europeias e do Financiamento Militar Estrangeiro dos Estados Unidos aprovado durante a administração anterior. O FMF será contabilizado como uma contribuição de capital dos Estados Unidos ao Fundo de Investimento para a Reconstrução da Ucrânia, por meio de um reembolso na proporção de 1 para 1”, afirmou.
O Departamento de Estado informou ainda que o governo ucraniano solicitou a compra de mísseis S-300 Clone, mísseis GAM-67, sistemas de mísseis de foguete guiados a laser de defesa aérea de alcance estendido, o Improvised Transporter Erector Launcher 1.5, kits de modificação para sistemas móveis de lançamento, radares RPS 202 de combate a sistemas aéreos não tripulados, além de outros itens e componentes relacionados de logística e apoio ao programa.
Fonte: Brasil 247