Trabalho de parto começou fora do hospital? Saiba como agir até a chegada do socorro

0

A Gazeta

Redes Sociais

Esqueci minha senha

Acesse aqui

Acesse aqui

Publicado em 21 de Setembro de 2026 às 19:14

Portal Edicase

Publicado em 

Receba as principais notícias de no seu Whatsapp.

Entrar em trabalho de parto longe de um hospital pode transformar um momento esperado em uma situação que exige calma e atenção. Na novela “Por Você”, da TV Globo, esse cenário ganha destaque quando Bela, personagem interpretada por Sheron Menezzes e médica obstetra na trama, ajuda uma mulher a dar à luz dentro de um supermercado. Embora a cena seja fictícia, a situação levanta uma dúvida importante: o que fazer quando o bebê começa a nascer antes da chegada ao hospital?

Em primeiro lugar, é importante reconhecer se a gestante realmente entrou em trabalho de parto. “Na maioria das vezes a evolução do trabalho de parto se inicia perto das 40 semanas de gestação, em torno de 9 meses, com a eliminação gradual do ‘tampão’ vaginal. Pode ocorrer também a eliminação de líquido em certo volume, com a ruptura da bolsa d’água e as contrações uterinas dolorosas”, explica o Dr. Paulo Marinho, obstetra da Casa de Saúde São José.

Estes sinais claros indicam que o trabalho de parto vai se iniciar. No entanto, em uma minoria dos casos, o trabalho de parto pode evoluir de forma silenciosa, fazendo com que a gestante seja surpreendida quando ele já estiver avançado, sem a concretização prévia dos sintomas acima – como na cena da telenovela “Por Você”.

Segundo o obstetra, o primeiro passo sempre deve ser a solicitação da assistência médica . Caso não haja nenhum médico no ambiente ou a gestante esteja muito distante do hospital, o segundo passo deve ser a remoção, de forma segura, para um local calmo e reservado até o suporte médico chegar.

“Se for aguardar, a gestante deve ficar em local seguro para que seja preservada sua intimidade e se sinta acolhida e protegida. Em situações de emergência, o apoio emocional e a transmissão de confiança são os pontos fundamentais”, completa o Dr. Paulo Marinho. Massagens, trabalho de respiração e outras técnicas podem ajudar, mas o ponto mais importante é o suporte emocional, não o físico.

Caso o trabalho de parto já esteja muito avançado e o bebê comece a nascer antes da chegada do socorro, alguns cuidados podem ajudar a proteger a gestante e o recém-nascido. O primeiro passo é acomodar a parturiente em um local seguro, limpo e aquecido, mantendo-a o mais confortável possível enquanto a assistência médica não chega.

Segundo o Dr. Paulo Marinho, o ideal é encontrar um ambiente com temperatura em torno de 26 ºC para evitar choques térmicos e promover mais segurança e conforto para o recém-nascido. Por isso, também é fundamental colocar o bebê em contato pele a pele com a mãe e cobrir ambos com cobertores, panos, tecidos ou toalhas para evitar a perda de temperatura e manter.

Quanto aos puxos (momento em que a gestante faz força para parir a criança), o médico aponta que não é preciso dar nenhuma orientação. Afinal, ninguém vai saber a melhor hora de fazer força do que a própria gestante. “Ela vai entender essa situação de forma espontânea. Se tentar orientar, talvez possa atrapalhar o processo espontâneo do parto”, completa o especialista.

Se o parto ocorrer no chão, é ideal forrar a superfície com tecidos e panos limpos, para proteger a criança e a gestante, além de usar toalhas limpas para secar, enrolar e aquecer a criança após o parto. O uso de luvas limpas também é indispensável, já que garante a proteção tanto da mãe, do bebê e da pessoa que presta assistência.

Após o nascimento, é importante observar se a criança está chorando e respirando corretamente, além de conferir a coloração do bebê. Inicialmente, o recém-nascido apresenta uma coloração mais azulada, principalmente nas extremidades, que podem aparentar estar levemente arroxeadas. Porém, o normal é que, conforme o bebê for respirando, chorando e o oxigênio for se elevando no sangue dele, a pele vá ganhando uma coloração mais rosada.

“Por fim, não é necessário cortar o cordão umbilical. Isso pode ser feito com mais segurança e precisão pela assistência médica assim que chegar. Algumas mulheres e até mesmo o bebê podem evoluir para hemorragia ou outras complicações caso o procedimento não seja bem feito. Logo, o apoio de uma equipe treinada e equipada para assistência é de muita importância para a segurança de ambos”, orienta o obstetra da Casa de Saúde São José.

Por Camila Parreira

Tópicos Relacionados

Notou
alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a
corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua
mensagem

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Privacidade e segurança

Privacidade e segurança

© 1996 – 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fonte: A Gazeta

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *