Tarcísio em São Paulo, Ruas no RJ: saiba qual candidato mais gastou em campanha online por estado
Por Carolina Maingué Pires — JOTA Jornalismo – Feed
No último mês, o governador por São Paulo e candidato a reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi quem mais contratou, no estado, anúncio nas redes sociais da Meta. O republicano desembolsou R$ 1.277.723,00 de 15 de agosto a 13 de setembro, período de um mês transcorrido depois do início da campanha eleitoral. Atrás dele, o adversário Fernando Haddad (PT), também candidato ao governo de São Paulo, gastou R$ 1.051.833,00.
No Rio de Janeiro, o candidato ao governo Douglas Ruas (PL) teve os maiores gastos dos últimos 30 dias, totalizando R$ 535.260,00. Lindbergh Farias (PT), que saiu para deputado federal, vem logo atrás, com R$ 515.562,00. A Prefeitura do Rio de Janeiro figura como a 5ª maior anunciante do período (R$ 303.866,00). A administração municipal está sendo tocada pelo vice de Eduardo Paes (PSD), o também psdista Eduardo Cavaliere, enquanto Paes concorre ao governo fluminense.
Em Minas Gerais, o candidato a deputado federal André Janones (Rede) foi quem mais gastou, R$ 586.173,00. Em seguida, o senador Carlos Viana (PSD), que busca se reeleger, desembolsou R$ 487.193,00. Já o maior anunciante na Bahia foi Lula (PT-SP). O presidenciável contratou R$ 234.264,00 em impulsionamento – logo atrás, com R$ 198.174,00, figura o candidato a governador ACM Neto (União).
Classificação geral
Lula foi o maior anunciante do período na classificação geral, tendo gastado R$2.627.430,00 em todas as unidades federativas e conteúdos sem vínculo a um estado específico. Se forem somados somente os anúncios categorizados por estado, o total é de R$ 2.183.750,00. Os quatro maiores montantes direcionam-se a São Paulo (R$ 598.030,00), Rio de Janeiro (R$ 292.236,00), Minas Gerais (R$ 283.790,00) e Bahia (R$ 234.264,00).
Depois de Lula, o maior anunciante para o período foi o governador do Ceará Elmano de Freitas (PT), que gastou R$2.490.317,00. Em terceiro, Tarcísio de Freitas, com R$1.281.382,00. Depois, vêm o candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) – com R$1.134.792,00 – e Fernando Haddad, com R$1.109.245,00. Todos os dados foram extraídos da biblioteca de anúncios da Meta.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não figura entre os principais anunciantes de nenhuma unidade federativa. De 15 de agosto a 13 de setembro, o candidato gastou R$ 528.424,00 em anúncios na plataforma. Os anúncios se aplicam ao Instagram e ao Facebook. À Justiça eleitoral, o candidato informou a existência de 37 perfis online. Entre eles, está a “TV Celular”, biblioteca de cortes prontos para apoiadores replicarem nas redes.
O professor Paulo Niccoli Ramirez, cientista político da ESPM, afirma que, mesmo que a extrema direita escolha investir em outras plataformas, o próprio algoritmo da Meta pode fazer com que os conteúdos de grupos aliados ao bolsonarismo sejam priorizados para determinados públicos, ainda que sem impulsionamento.
“No final das contas, o próprio controle do algoritmo, com base no que cada pessoa diz, escreve, pesquisa, começa a programar os posts que aparecem, os vídeos e tudo mais, de acordo com os seus interesses – e obviamente qualquer interesse pela política vai direcionar”, diz. Isso, segundo Ramirez, ocorre não apenas com as campanhas oficiais, mas com os conteúdos de apoiadores.
A legislação atual não permite que candidatos remunerem apoiadores pela publicação de conteúdos em rede social, mas postar propaganda “é livre e entra como apoio espontâneo”, afirma Kaleo Dornaika, professor da pós-graduação da UERJ e coordenador acadêmico da Academia Brasileira de Direito Eleitoral E Político (Abradep).
Já o impulsionamento é permitido desde que “identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes”, conforme o artigo 57-C da Lei 9.504/1997.
Confira quem foram os candidatos que mais gastaram em cada estado:
Fonte: JOTA Jornalismo – Feed