Suspeito de vínculo com o PCC, ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia

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Por Wendal CarmoCarta Capital

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Homem forte da política paulistana por décadas e aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele era considerado foragido desde a quinta-feira

Alvo de mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, o ex-vereador de São Paulo Milton Leite (União) se entregou à Polícia Civil paulista na tarde desta sexta-feira 18. Ele foi detido na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, na região metropolitana, de acordo com a secretaria estadual de Segurança Pública.

O ex-presidente da Câmara Municipal de SP é investigado por suposta relação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital no setor de transporte público da capital . A apuração conduzida em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, aponta que Leite seria responsável diretamente pela operação de algumas empresas que estariam sob controle do PCC, além de ser o dono de fato da Transwolff.

Homem forte da política paulistana por décadas e aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele era considerado foragido desde a quinta-feira 17, quando policiais foram à casa de um assessor do ex-vereador na cidade de Sorocaba, no interior paulista, e não o encontraram. Foram apreendidos 280 mil reais e 89 mil dólares em espécie no local.

A assessoria de Leite disse em nota que ele estava viajando e retornaria à capital paulista para se apresentar às autoridades.

Um relatório da Polícia aponta que o ex-vereador é “citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas” pelo PCC. Além do político, o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira está entre os alvos da operação e foi preso. Outros 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, no interior e no litoral paulista.

As investigações constataram que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam, em tese, controladas pelo PCC. Essa infiltração, segundo as autoridades, ocorria por meio de uma estrutura organizada que combina o uso de empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.


Wendal Carmo

Repórter do site de CartaCapital no Nordeste

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Fonte: Carta Capital

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