STF julga hoje apuração contra Alexandre de Moraes no caso Master

0

Congresso em Foco

Entrar

Cadastro

Notícias

Colunas

Artigos

Informativo

Estados

Apoiadores

Radar

Eleições 2026

Quem Somos

Fale Conosco

Entrar

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

Suprema Corte

Congresso em Foco

15/9/2026 6:39

O STF realiza nesta terça-feira (15), às 10h, sessão extraordinária que pode definir os próximos passos de uma das maiores crises internas recentes da Corte. Os ministros vão analisar a Petição 16.662, procedimento sobre relatório da Polícia Federal a partir de dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que apontaram contatos com o ministro Alexandre de Moraes.

Além do conteúdo específico do caso, o julgamento coloca o STF diante de uma discussão institucional mais ampla: como devem ser conduzidos procedimentos e investigações que possam atingir integrantes do próprio Supremo e qual deve ser o papel da presidência e do Plenário nesses casos.

Acompanhe ao vivo:

A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na última quarta-feira (9), quando o ministro interveio em uma sequência de decisões conflitantes tomadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Desde então, a crise ganhou novos e vários capítulos. Fachin assumiu a relatoria da petição, ministros passaram a cobrar acesso integral aos dados extraídos do celular de Vorcaro e a PGR reiterou questionamentos sobre a validade do relatório produzido pela PF a pedido de Mendonça.

O processo relacionado às acusações contra o próprio Mendonça, por sua vez, ficou fora da sessão desta terça e está agendado para o dia 23 de setembro.

Saiba como será o rito do julgamento de Moraes no STF nesta terça

Imprensa fora, raio x e lacre em celular: Veja como será sessão do STF

Relembre

A tensão no STF ganhou força a partir de decisões e investigações ligadas ao caso Banco Master, especialmente quando o ministro André Mendonça tirou o sigilo de relatório da PF que reunia supostos contatos entre Moraes e Vorcaro.

Após isso, em 3 de setembro, Alexandre de Moraes levou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma comunicação com acusações contra o colega e um relatório sem valor probatório.

Moraes afirmou que o colega teria ultrapassado os limites da relatoria ao direcionar investigações, interferir na condução de diligências e incluir como alvos o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Essa manifestação deu origem à Petição 16.704, parte do inquérito das fake news, que passou a concentrar parte das acusações.

O conflito se ampliou quando Mendonça determinou o afastamento da cúpula da Polícia Federal e adotou decisões que depois passaram a ser questionadas pela Procuradoria-Geral da República e por outros ministros.

No dia seguinte, Flávio Dino mandou reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e Leandro Almada à Diretoria de Inteligência. Fachin interveio e afirmou que a coexistência de procedimentos relacionados, sob diferentes relatorias, criava um “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.

O presidente do STF passou então a centralizar na Presidência informações relacionadas aos casos e suspendeu as duas liminares. Ao intervir nas decisões conflitantes, afirmou que o STF havia chegado a um quadro de “conflitos e sobreposições processuais” capaz de configurar “grave lesão à ordem pública e à integridade deste tribunal”.

Fachin determinou sessão extraordinária na próxima terça-feira (15) para analisar pedido da PGR pela nulidade do relatório. Na mesma decisão, o ministro revogou a designação de Moraes para conduzir o chamado inquérito das fake news.

Na noite de quinta-feira (10), a discussão chegou a um novo patamar com a determinação de Fachin que solicitou a retirada do sigilo completo no inquérito sob relatoria de Mendonça, que atendeu ao pedido.

Moraes então enviou ofício ao presidente da Corte para informar a supressão de 180 documentos e requerer a divulgação, o que levou Fachin a estabelecer prazo de 24h para que as peças passem a constar no processo.

No sábado (12), o toma lá, dá cá continua. Gilmar Mendes pediu ao presidente da Corte que determine o fornecimento da cópia integral dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Já Fachin começou a responder as peças protocoladas na noite anterior e negou pedido de Moraes para incluir caso contra Mendonça na sessão de terça. Em contrapartida, a petição entra na pauta do dia 23 de setembro.

No domingo (13), a disputa passou a se concentrar também no acesso à íntegra do celular de Vorcaro. A Polícia Federal informou a Fachin que poderia fornecer imediatamente cópias dos dados, o compartilhamento, porém, dependeria de autorização do presidente do STF.

Gilmar Mendes também elevou o tom contra a condução de Mendonça. O decano afirmou que os ministros haviam recebido apenas “recortes de diálogos selecionados” do celular de Vorcaro e que, sem acesso aos dados completos, os integrantes do Plenário ficariam reduzidos à condição de “espectadores do trabalho desenvolvido pelo relator”.

Mendonça se posicionou contra a medida naquele momento. O ministro afirmou que acrescentar às vésperas da sessão informações que ainda não constavam dos autos “somente contribuiria para tumultuar o julgamento” e sustentou que os elementos usados no relatório já estavam integralmente disponíveis aos demais ministros.

Ainda no domingo, Moraes apontou uma nova peça que, segundo ele, permanecia fora do material disponibilizado aos ministros: a Petição 15.645. O ministro pediu a Fachin que retirasse o sigilo do processo e disponibilizasse a íntegra dos autos antes do julgamento da Petição 16.662.

Fachin encaminhou o pedido à PGR para manifestação, que concordou com o pedido. O presidente da Corte determinou nesta segunda-feira (14) a quebra de sigilo solicitada por Moraes, que já foi acatada.

Tags

Temas

LEIA MAIS

CASO MORAES

Imprensa fora, raio x e lacre em celular: Veja como será sessão do STF

STF

Saiba como será o rito do julgamento de Moraes no STF nesta terça

Operação Transparência

Defesa de Cezinha nega irregularidades e cita contexto eleitoral

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES

Fonte: Congresso em Foco

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *