Só mais ‘72 horas’ para impeachment de ministro do STF
Por Diego Amorim — Reportagem – PlatôBR

O PL fez campanha para o Senado fisgando os eleitores que queriam e ainda querem o impeachment de ministros do STF.
Deu certo.
O partido de Flávio Bolsonaro terá 28 integrantes a partir de 2027, a maior bancada do Senado, com boas chances de fazer, inclusive, o presidente da Casa. O candidato natural é o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho.
Mas…
Eleger uma bancada maciça e concretizar o impeachment de ministro do Supremo — são inúmeros pedidos na gaveta — são coisas diferentes.
Ainda que Flávio seja eleito no segundo turno, o PL não vai avançar de imediato com esses processos no Senado. Antes, haverá uma tentativa de acordo, que pode até incluir soluções caseiras no Supremo.
“Não interessa a ninguém pôr fogo no país”, disse nesta segunda-feira, 5, em entrevista à GloboNews, ninguém menos que o próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele está preparando o caminho para a frustração dessa parcela do eleitorado.
Ao longo da campanha do primeiro turno, Rogério Marinho se reuniu com ministros do STF para, segundo interlocutores, justamente dizer que não haverá perseguição em eventual governo Flávio.
Esta coluna noticiou na última quarta-feira, 1º, que o novo pedido para salvar Jair Bolsonaro, apresentado recentemente à corte, é a moeda de troca e o ponto de partida da negociação da direita com o Supremo.
Já há aliados brincando que os eleitores terão de esperar mais 72 horas para o impeachment de ministro do STF, em referência ao prazo que, em 2022, apoiadores de Jair davam para a militância para que Lula não fosse confirmado presidente.
Fonte: Reportagem – PlatôBR