Só 0,5% da frota: o que falta para as motos elétricas estourarem no Brasil?

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Por Danielle CassitaCanaltech

As motos elétricas vêm ganhando espaço como uma alternativa de baixo custo para reduzir os níveis de ruído e emissões de poluentes nas grandes metrópoles do Brasil — basta considerar que São Paulo concentra mais de 1 milhão de motos, quantidade superior à registrada nos Estados Unidos, por exemplo. Neste cenário, os modelos elétricos têm atraído principalmente os trabalhadores do setor de delivery.

A eletrificação ganha força impulsionada por empresas de aluguel e tecnologia, que buscam transformar a mobilidade em duas rodas. Apesar de representarem apenas 0,5% da frota nacional de 35 milhões de veículos da categoria, as motos elétricas oferecem atrativos decisivos, como o menor custo de manutenção e a isenção de gastos com combustível.

motoboy entregador ifood

Claro que ainda há resistência motivada pela preferência de alguns motociclistas pelo “ronco” do motor a combustão e pelo estilo de pilotagem tradicional. Mesmo assim, executivos do setor reforçam que a transição garante maior rentabilidade diária ao profissional.

Moto elétrica

Para superar a limitação do tempo de recarga e incentivar o uso dos veículos, companhias do setor apostam no battery swap (troca rápida de bateria). A tecnologia permite que o condutor substitua o módulo descarregado por outro 100% energizado em estações próprias em apenas três minutos — tempo inferior ao de espera por um pedido em um restaurante, por exemplo.

Além da otimização operacional para os motoboys, o uso de frotas elétricas e bicicletas com assistência motora traz impacto direto para o meio ambiente. Segundo representantes de plataformas de entregas, a substituição dos modelos a combustão reduz em mais de 60% as emissões de carbono, além de proporcionar um ganho de até 15% na renda final do trabalhador.

Aproveite para conhecer a moto elétrica que roda mais que o Dolphin Mini com uma única carga!

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Fonte: Canaltech

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