Sindinfor projeta REDATA como motor de inovação e desenvolvimento para a tecnologia nacional

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – O Sindicato da Indústria de Software e da Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Sindinfor) manifestou apoio público à criação do REDATA, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center. A entidade avalia que a redução dos impostos incidentes sobre os equipamentos voltados à implantação e ampliação de centros de dados representa um avanço significativo para elevar a competitividade do país. A infraestrutura em questão é considerada fundamental para a expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem, dos serviços públicos, da indústria e da economia digital como um todo, informa o Sindinfor.

De acordo com o posicionamento do sindicato patronal, o novo incentivo fiscal tem potencial para garantir que uma parcela expressiva das informações geradas no país seja armazenada e processada no próprio território nacional. Isso proporcionará menor tempo de resposta (latência), maior capacidade de processamento computacional e um ambiente mais favorável ao surgimento de soluções tecnológicas brasileiras. A estimativa é de que os impactos positivos alcancem transversalmente diversos segmentos, beneficiando companhias de software, provedores de nuvem, integradores de sistemas, empresas emergentes de tecnologia (startups), universidades, institutos de pesquisa, profissionais especializados e micro, pequenas e médias empresas.

Um dos pontos de destaque apontados pelo Sindinfor é a obrigatoriedade de aportes financeiros em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I). A instituição ressalta que, mediante uma regulamentação adequada, o regime conseguirá integrar os aportes bilionários de infraestrutura aos ecossistemas regionais de tecnologia. Essa sinergia tende a impulsionar o mercado interno e a formação de mão de obra qualificada em áreas estratégicas como inteligência artificial, segurança cibernética, engenharia de dados, infraestrutura de redes e computação de alto desempenho.

O sindicato enfatiza ainda as vantagens competitivas do país, mencionando a matriz elétrica majoritariamente renovável, a dimensão do mercado consumidor, a conectividade internacional e o volume crescente de produção de dados. Nesse cenário, o estado de Minas Gerais é apresentado como um polo promissor, reunindo centros de pesquisa de excelência, universidades, um ecossistema consolidado de empresas de tecnologia, oferta energética, localização estratégica e uma estrutura econômica capaz de aplicar inteligência artificial em setores cruciais como mineração, agropecuária, indústria, saúde e gestão pública.

Por outro lado, o Sindinfor faz um alerta sobre os rumos da implementação da medida. Para que a iniciativa resulte em progresso sustentável e de longo prazo, os centros de dados não devem operar como estruturas isoladas. A entidade defende a necessidade de atrelar a concessão dos benefícios à qualificação de talentos, à valorização e contratação de fornecedores locais, à pesquisa aplicada, à eficiência energética, ao consumo responsável dos recursos hídricos e ao fortalecimento da soberania tecnológica nacional. A meta central deve ser a geração de conhecimento, inovação, ganho de produtividade e postos de trabalho de alta qualificação no país.

Por fim, o Sindinfor projeta que o REDATA pode marcar a transição do Brasil de mero consumidor de soluções tecnológicas para o posto de agente protagonista na infraestrutura global e na economia da inteligência artificial. Para consolidar essa visão, a entidade argumenta que a regulamentação definitiva da lei precisará garantir estabilidade jurídica, previsibilidade para os investidores e contrapartidas transparentes que revertam os investimentos em valor real distribuído para a sociedade brasileira.

Fonte: Brasil 247

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