Servidores do BC da gestão Bolsonaro abasteciam o banqueiro ladrão com informações confidenciais

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Por Hora do PovoHora do Povo

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tentou fugir do país, em novembro de 2025, depois de ter sido informado por funcionários do Banco Central que seria alvo da Polícia Federal, mostram provas obtidas pela investigação.

O sigilo da investigação do Banco Master foi retirado por ordem do presidente do STF, Edson Fachin. O ministro André Mendonça, no entanto, continua protegendo Flávio Bolsonaro ao manter o escandaloso caso “Dark Horse” como sigiloso.

Os documentos revelam que Daniel Vorcaro foi informado da operação da PF depois que os agentes fizeram uma reunião com funcionários do BC e, com base no que recebeu, planejou sua fuga do Brasil.

Ele seria alvo da operação no dia 18 de novembro de 2025.

No dia 17, às 9h, agentes da PF fizeram uma reunião reservada com funcionários do Banco Central para falar sobre a operação que ocorreria contra o Master.

Em seu celular, Vorcaro registrou uma lista com os nomes dos membros da PF que estiveram na reunião. A lista foi entregue ao banqueiro pelos funcionários do BC bolsonarista.

Segundo a PF, “chama a atenção que o próprio banqueiro registra posteriormente que obtém informações sigilosas com seus ‘amigos’ no Banco Central, que ‘participaram das reuniões’”.

Daniel Vorcaro também anotou que as informações eram 100% confiáveis e seus “amigos” dentro do BC não poderiam ser “queimados”.

No mesmo dia 17, Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar fugir para os Emirados Árabes.

Ainda não houve a confirmação de quais funcionários do BC estiveram na reunião e vazaram as informações para Daniel Vorcaro.

No entanto, a investigação já revelou que dois ex-diretores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, receberam propina do banqueiro. Ambos chegaram aos cargos por meio do ex-presidente Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro.

Eles conversavam com Vorcaro, revisavam documentos do Banco Master e ajudavam o criminoso a escapar da fiscalização do Banco Central.

Paulo Sérgio, que era diretor de Fiscalização, recebeu propina por meio da venda “fantasma” de uma fazenda localizada em Minas Gerais para um fundo ligado ao Banco Master.

Já Belline Santana criou, em julho de 2025, uma empresa “de fachada” que supostamente atuaria na capacitação de jovens e crianças carentes.

O relatório de sindicância patrimonial do BC aponta que Paulo Sérgio recebeu R$ 8 milhões, enquanto Belline obteve R$ 4 milhões junto a Vorcaro.

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Fonte: Hora do Povo

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