Sergio Moro é eleito governador do Paraná

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Por Redação — Brasil de Fato

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Com 99,92% das urnas apuradas, Sergio Moro (PL) é eleito para o governo do Paraná, no primeiro turno, com 50,1% dos votos. Atrás dele, Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo atual governador Ratinho Jr., fez 25,35% e Requião Filho (PDT), candidato do campo progressista, 23,48%.

Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não tenha concluído as apurações, o ex-juiz foi matematicamente eleito. A disputa quase foi para o segundo turno. Quem assume o cargo no Senado de Moro é o primeiro suplente, o advogado Luis Felipe Cunha. Ele fica no cargo até fevereiro de 2031. Cunha nunca exerceu um cargo eletivo.

Para o Senado, foram eleitos os candidatos Filipe Barros (PL), com 27% dos votos válidos, e Deltan Dallagnol (Novo), com 25%. O mandato no Senado é de 8 anos no legislativo federal. O TSE ainda não encerrou a contagem de votos.

Sergio Moro, 54, eleito para governo do estado, é ex-magistrado e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro. Ficou conhecido nacionalmente como juiz da Operação Lava Jato, mas teve sua atuação contestada pela proximidade com a acusação. A partir de 2019, um vazamento de mensagens confirmou a parcialidade dos julgamentos, que, inclusive, condenaram Lula à prisão, e a interferência política do processo.

Maurício Thadeu de Mello e Silva, 46, mais conhecido como Requião Filho, se formou advogado e se especializou em políticas públicas. Filho e herdeiro político de Roberto Requião, ex-governador por três mandatos e ex-senador, consolidou sua carreira no legislativo do Paraná. Elegeu-se pela primeira vez à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2014 pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Migrou para o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2022 e, depois, ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Sandro Alex de Oliveira, 53, é advogado, radialista e candidato governista ao Paraná, escolhido como o sucessor do atual governador Ratinho Jr. Alex está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, cargo para o qual é eleito desde 2011. Licenciou-se do mandato no legislativo federal para comandar a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (de 2019 a 2026).

Filipe Barros, 35, ganhou visibilidade política quando, estudante da Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi membro do Movimento Brasil Livre (MBL). Advogado, foi eleito vereador em Londrina em 2017 e deputado federal em 2018 pelo extinto Partido Social Liberal (PSL). Proeminente no campo bolsonarista, é um dos parlamentares citados no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF).

Deltan Martinazzo Dallagnol, 46, é ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF), conhecido por ter sido coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020. Ele se tornou uma das figuras centrais no tema da corrupção no país, sobretudo a partir de 2019, quando mensagens vazadas de seu celular mostraram um esquema de conluio com o ex-juiz Sergio Moro, hoje candidato a governador no Paraná. Os dois, acusação e julgador, compartilhavam provas e combinavam ritmo das operações, formulação de denúncias, antecipação de decisões e blindagem midiática.

Dallagnol pode ter a candidatura indeferida pelo TSE. Nesta semana, o plenário vai se reunir para deliberar se o ex-procurador está inelegível. Em 2023, o Tribunal cassou o mandato de deputado federal de Dallagnol por fraude à Lei da Ficha Limpa.

As votações no Paraná em 2022 garantiram a reeleição do governador Ratinho Jr. (PSD), com 4,2 milhões de votos, 69% do total, ainda no primeiro turno. Roberto Requião, que disputava pelo PT, ficou em segundo lugar, com 26,23% e 1,5 milhão de votos. Sergio Moro, na época do Partido União, foi eleito para o Senado, com 33,5%. Atrás dele ficaram Paulo Martins, do PL, com 29,12%, e Alvaro Dias, pelo Podemos, com 23,94%.

No primeiro turno de 2022, Jair Bolsonaro fez 55,26% dos votos válidos (3,6 milhões de votos) e Lula, 35,99% (2,3 milhões de votos). No segundo turno, o candidato da extrema-direita fez 62,4% dos votos válidos (4 milhões de votos) contra 37,6% de Lula (2,5 milhões de votos). Lula venceu a disputa nacional e foi eleito presidente da República pela terceira vez.

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Fonte: Brasil de Fato

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