Segundo bebê de gestante que morreu após receber alta também morre; Prefeitura investiga atendimento

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Por Bruna AriadneJornal Opção

Segundo bebê de gestante que morreu após receber alta também morre; Prefeitura investiga atendimento

O segundo bebê de Adriana Inácio Silva, de 43 anos, morreu após permanecer internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN). A mãe, que estava grávida de gêmeos, morreu na quinta-feira, 10, dois dias depois de ser transferida de Porangatu para a unidade estadual.

A Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu informou ao Jornal Opção que abriu uma sindicância administrativa para investigar as circunstâncias do atendimento. Segundo a Prefeitura, foram cobrados do Instituto Alcance, organização social responsável pela gestão do Hospital Municipal, documentos, registros e esclarecimentos relacionados ao caso.

Um dos bebês já havia sido retirado sem vida durante uma cesariana de emergência. O irmão nasceu vivo e foi encaminhado à UTI Neonatal, mas também não resistiu. A causa da morte da criança ainda não foi detalhada.

Antes da transferência, Adriana havia sido atendida no Hospital Municipal de Porangatu. Familiares questionam a assistência prestada e afirmam que a gestante chegou a receber alta mesmo sem apresentar melhora.

Jornal Opção também procurou diretamente o Instituto Alcance para obter esclarecimentos sobre os atendimentos prestados a Adriana, a alta concedida à paciente e os questionamentos apresentados pela família. A organização não respondeu até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

“Diante da gravidade dos fatos, a Secretaria de Saúde está cobrando rigorosamente do Instituto Alcance, responsável pela gestão do Hospital Municipal, todos os esclarecimentos, registros e documentos necessários para a apuração”, informou a pasta.

A Prefeitura acrescentou que a sindicância segue em andamento, com acompanhamento técnico da Secretaria de Saúde e atuação das autoridades responsáveis pela apuração. Segundo o município, eventuais medidas serão adotadas após a conclusão das investigações e a identificação de responsabilidades.

Família questiona atendimento

Segundo familiares, Adriana procurou o Hospital Municipal após apresentar dores, enjoo e outros sintomas durante a gestação. Uma das filhas, Jéssica Karolayne, afirma que a mãe permaneceu internada durante três dias e que, naquele momento, a suspeita apresentada era de infecção urinária.

“Ela ficou três dias internada, falando que ela estava com infecção de urina. Deu alta para ela sem ela estar bem, mandou para casa. No mesmo dia, às 1h50 da manhã, ela não sentia os bebês”, contou.

Adriana voltou à unidade na terça-feira, 8, depois de perceber que não sentia mais os movimentos dos gêmeos. Com o agravamento do quadro, foi encaminhada ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano.

Cesariana de emergência

Segundo informações divulgadas pelo HCN, Adriana chegou à unidade em estado grave e com forte suspeita de morte de um dos fetos. Diante do quadro, a equipe realizou uma cesariana de emergência.

Um dos gêmeos foi retirado sem vida. O segundo nasceu vivo, mas em estado grave, e precisou ser encaminhado à UTI Neonatal.

Adriana permaneceu hospitalizada após o procedimento, mas morreu na quinta-feira, 10. De acordo com a família, ela apresentou síndrome de HELLP, uma complicação grave que pode ocorrer durante a gestação e está associada à pré-eclâmpsia.

O segundo bebê continuou internado na UTI Neonatal, mas morreu posteriormente. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as complicações apresentadas pela criança nem a causa do óbito.

Com a morte da mãe e dos dois bebês, a sindicância deverá apurar a sequência de atendimentos realizados no Hospital Municipal de Porangatu e verificar se houve eventual falha na assistência. A Prefeitura afirma que aguarda a conclusão da apuração para definir as medidas cabíveis.

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Fonte: Jornal Opção

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