Santa Leopoldina recebe festival que reúne sabores, culturas e histórias do ES

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Analu Fagundes

Publicado em 06 de Outubro de 2026 às 16:24

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Imagina conhecer um pouco do Espírito Santo sem precisar viajar por todo o Estado? Em Santa Leopoldina, a resposta vai estar reunida em um só lugar entre os dias 9 e 11 de outubro. Música, comida, artesanato, produção rural, histórias e manifestações culturais ocupam o Ginásio de Esportes durante o Festival Mistura Capixaba, com entrada gratuita. 

E não é só modo de dizer que tem mistura: a programação reúne 70 expositores, shows musicais, aulas-show de gastronomia, atividades para crianças e uma mostra de 150 m² dedicada à formação cultural de Santa Leopoldina e do Espírito Santo. 

Com curadoria da historiadora Dra. Patrícia Merlo, a exposição parte de uma pergunta: o que faz alguém se reconhecer como capixaba? A resposta aparece em objetos, fotografias, mapas, documentos, paisagens e manifestações culturais. Têm panela de barro de Goiabeiras, casaca, referências ao café, devoção a Nossa Senhora da Penha e paisagens como Itaúnas, Lagoa Juparanã, Pedra do Elefante, Convento da Penha e Pico da Bandeira.

A exposição também volta o olhar para Santa Leopoldina e para as histórias que formaram o município. O Rio Santa Maria da Vitória, aparece como personagem ligado à circulação de pessoas, mercadorias e café. O antigo Porto do Cachoeiro também entra no percurso. A mostra recupera ainda registros históricos da região e a presença indígena, além das marcas deixadas por diferentes grupos que passaram a ocupar o território.

Santa Leopoldina carrega referências de diferentes povos e comunidades. Tirol, Suíça, Luxemburgo e Holanda aparecem na paisagem e na memória local. A exposição também passa pelo Retiro, apresentando a comunidade quilombola a partir de seus vínculos com a terra, o trabalho, a família e a memória.

A narrativa, no entanto, vai além da imigração e inclui comunidades, saberes e formas de vida que continuam presentes no território.

O núcleo “Retiro: Terra, Parentesco e Memória” apresenta a comunidade quilombola a partir de seus laços familiares, pertencimento, trabalho, memória e relação com a terra. O congo aparece como manifestação viva dessa memória, reunindo gerações, vozes, corpos e tambores.

Já “Uma Terra, Muitos Cultivos” apresenta a diversidade da produção rural. O café compartilha o território com banana, gengibre, cítricos, raízes e hortaliças, em uma narrativa que destaca conhecimentos transmitidos entre gerações e novas técnicas de produção.

A culinária também ganha espaço no festival. Na sexta-feira (9), às 18h30, o gastrônomo e pesquisador Murilo Góes apresenta a “Tilápia Espirituosa”, releitura do tradicional Bacalhau Espiritual que troca o peixe português pela tilápia e incorpora ingredientes como o gengibre, presente na produção agrícola de Santa Leopoldina. 

No sábado (10), às 18h, a chef Claudine Valle Silveira apresenta a Bavaroise de Café e Laranja, sobremesa que combina dois ingredientes da produção local. Além das aulas-show, o festival terá 10 operações gastronômicas e expositores de agricultura familiar, agroindústria e docerias.  

Na sexta-feira (9), depois da abertura e da aula-show, o Engate do Forró se apresenta no palco às 19h30. Na sequência, Jenifer sobe ao palco às 21h30, e Glauco encerra a noite, às 23h.No sábado (10), a programação musical começa às 19h, com Claudio Senna. Em seguida, recebe Saulo Simonassi, às 21h, e Marcelo Ribeiro, às 23h.

Já o domingo (11) ganha um clima mais familiar, com atividades voltadas às crianças e programação especial pelo Dia das Crianças. Às 11h, a turma do Macakids apresenta um show completo, com personagens, bailarinas, apresentador e cenografia. As atividades infantis continuam às 13h, e o Pagode e Cia assume a programação musical às 14h e às 16h.

As festas e as paisagens de Santa Leopoldina também entram na exposição. O visitante vai encontrar manifestações culturais que atravessam gerações e ajudam a preservar a memória da cidade. Em “Quando a cidade faz festa”, Carnaval, bonecos gigantes, bandas, boi e outras celebrações revelam momentos em que a cultura ganha as ruas e reúne diferentes gerações em torno de práticas e tradições que fazem parte da identidade local.

Já em “Caminhos das Águas”, o olhar se volta para as cachoeiras e os cursos d’água de Santa Leopoldina, com referências a lugares como Moxafongo, Andorinhas e Palito. Além da beleza natural, esses espaços aparecem como caminhos de descoberta e possibilidades para o turismo, sempre ligados à preservação do território. A proposta não é apenas contar a história em ordem, mas mostrar o que ajudou a formar a cidade e o estado culturalmente. 

Sexta-feira – 9 de outubro

18h – Abertura

18h30 – Aula-show com Murilo Góes – Tilápia Espirituosa

19h30 – Engate do Forró

21h30 – Jenifer

23h – Glauco

1h – Encerramento


Sábado – 10 de outubro

17h – Abertura

18h – Aula-show com Claudine Valle Silveira – Bavaroise de Café e Laranja

19h – Claudio Senna

21h – Saulo Simonassi

23h – Marcelo Ribeiro

1h – Encerramento


Domingo – 11 de outubro

9h – Abertura

11h – Macakids

13h – Programação infantil

14h – Pagode e Cia

15h – Intervalo

16h – Pagode e Cia

17h – Encerramento

* Analu Fagundes é aluna do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição do editor de HZ, Felipe Khoury.

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