Richarlison cobra PF e cita Flávio Bolsonaro em caso de mansão avaliada em R$ 10 milhões (vídeo)

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Por Leonardo Lucena — Brasil 247

247 – O atacante Richarlison, do Tottenham, da Inglaterra, cobrou a Polícia Federal (PF) investigação sobre as negociações envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, Angra dos Reis (RJ). O esportista acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento em uma disputa por uma propriedade na Ilha Comprida, Em vídeo no Instagram, o jogador afirmou que investiu cerca de R$ 10 milhões no imóvel, recusou uma proposta de compra do parlamentar e posteriormente perdeu a posse da propriedade por decisão judicial. 

O esportista mencionou também o advogado Willer Tomaz. “Flávio Bolsonaro e o tal do William Thomas pegaram a posse lá da ilha. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada. Peço ajuda à Polícia Federal. A gente está em busca de resposta. Estou em busca do meu dinheiro. Nem quero a ilha de volta”, afirmou Richarlison, que também viu falhas do Poder Judiciário. “A Justiça falhou. Pra gente foi uma coisa e pros caras foi outra”, acrescentou. 

O caso ganhou repercussão em setembro de 2022, após reportagem do jornalista Guilherme Amado, publicada pelo Metrópoles. O conflito envolve a Sport 70, empresa ligada ao atacante e a seu então empresário Renato Rocha Velasco, e a WT Administração, do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. A disputa judicial gira em torno de uma mansão avaliada em R$ 10 milhões. Embora o senador tenha sido indicado como testemunha no processo, ele não figurava como uma das partes diretamente envolvidas na ação. 

No vídeo, Richarlison explicou que decidiu comentar novamente o caso após o assunto voltar a circular nas redes sociais. O jogador relatou que adquiriu a propriedade entre 2020 e 2021, período da pandemia de Covid-19, em uma negociação da qual também participaram o então presidente do América Mineiro, Alencar da Silveira Júnior, e Renato Velasco.

O atacante afirmou que recebeu propostas de interessados na compra do imóvel, mas decidiu manter o investimento. Entre os possíveis compradores, segundo seu relato, estava Flávio Bolsonaro.

“Entre eles estava o Flávio Bolsonaro, na época ele foi até com um dronezinho lá, filmou a ilha de cima, tá? Tem um vídeo no Instagram dele. E aí eu não quis vender, mano, não quis vender a ilha pra ele”, declarou.

Entenda a disputa pela mansão em Angra dos Reis

A propriedade fica na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, e reúne uma mansão com 11 suítes, praia privativa, cachoeira, piscina, quadra de tênis e heliponto. De acordo com a investigação jornalística publicada pelo Metrópoles em 28 de setembro de 2022, a Sport 70 adquiriu os direitos sobre o imóvel em 2020.

Naquele mesmo ano, Flávio Bolsonaro visitou a região e demonstrou interesse pela propriedade. O senador chegou a divulgar em seu perfil no Instagram imagens aéreas da ilha, captadas por um drone.

Posteriormente, o advogado Willer Tomaz passou a reivindicar judicialmente a posse da mansão por meio da WT Administração. A disputa envolveu diferentes documentos relativos aos direitos sobre o imóvel, incluindo registros de operações realizadas por antigos ocupantes e proprietários.

Em maio de 2022, uma decisão liminar transferiu a posse da mansão ao advogado. A empresa ligada a Richarlison contestou a medida e obteve uma decisão favorável no plantão judicial, mas Tomaz recorreu à segunda instância e recuperou o direito de posse por meio de outra liminar.

Na ocasião, o advogado sustentou que sua empresa havia assumido aproximadamente R$ 2 milhões em pendências fiscais e administrativas da M Locadora, antiga detentora dos direitos sobre o imóvel, como parte da operação que fundamentou sua reivindicação.

A reportagem do Metrópoles também revelou que os advogados da empresa ligada ao atacante solicitaram o depoimento de Flávio Bolsonaro como testemunha. A intenção era esclarecer as circunstâncias da visita do senador à mansão e demonstrar que os ocupantes não haviam invadido a propriedade, como alegava a parte adversária. 

Advogado amigo de Flávio Bolsonaro contestou acusações

O advogado Willer Tomaz apresentou uma versão diferente daquela sustentada pela empresa de Richarlison. O advogado afirmou que sua aquisição tinha respaldo documental e negou que tivesse conhecido a propriedade por intermédio do senador.

“Só fui tomar posse quando paguei pelo imóvel. Eles estão me achacando. Criaram a narrativa de que o imóvel é do Flávio Bolsonaro, querendo fazer uso disso durante o período eleitoral. Estou dentro do meu direito, toda a aquisição está comprovada por documento público dentro do processo. Estou absolutamente tranquilo”, declarou Tomaz à época.

O advogado também afirmou que havia investido aproximadamente R$ 5 milhões na regularização da área e sustentou que os antigos ocupantes não detinham direitos legítimos sobre a propriedade.

A controvérsia envolveu ainda questionamentos relativos à transferência dos direitos de uso do terreno e à validade de documentos apresentados pelas partes. Em setembro de 2026, novas notícias sobre o caso informaram que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia encerrado a disputa em favor do advogado. 

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Fonte: Brasil 247

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