Restrições de Israel a agência da ONU reduzem acesso à saúde e à educação em Gaza

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – Pacientes com doenças crônicas enfrentam dificuldades para obter medicamentos na Faixa de Gaza, onde apenas seis dos 22 centros de saúde anteriormente mantidos pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) continuam em atividade. A redução da rede ocorre devido às restrições arbitrárias impostas por Israel à agência, que também afetam o ensino e a distribuição de ajuda humanitária.

Segundo reportagem da Al Jazeera, a UNRWA deixou de conseguir levar suprimentos a Gaza por conta própria e passou a depender de parceiros internacionais para abastecer suas operações. A agência presta há décadas serviços de saúde, educação e assistência aos refugiados palestinos no território.

A perda de capacidade atinge áreas que funcionavam de forma integrada. Com menos unidades de saúde abertas, pacientes que precisam de acompanhamento contínuo têm mais dificuldade para manter o tratamento. Na educação, as restrições comprometem a rede de escolas administrada pela agência, embora o material divulgado pela Al Jazeera não informe quantas unidades seguem em funcionamento.

A legislação israelense que restringe a UNRWA entrou em vigor em janeiro de 2025. Ela proíbe a atuação da agência em território israelense e o contato de autoridades do país com a organização.

Os dados apresentados agora mostram o alcance da redução dos serviços: além de operar menos de um terço dos centros de saúde que mantinha em Gaza, a UNRWA precisa recorrer a outras organizações para receber os insumos usados no atendimento à população.

Fonte: Brasil 247

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