Renato Albani revela diagnóstico de paralisia de Bell; entenda o que é

0

A Gazeta

Renato Albani

Renato Albani sentiu parte do rosto dormente
Reprodução @Renatoalbani

Em vídeo publicado no Instagram, no sábado, o humorista  Renato Albani  revelou que está com paralisia de Bell, uma condição caracterizada pelo enfraquecimento ou perda dos movimentos dos músculos de um lado do rosto.

“Terça-feira acordei e senti uma pedaço desse lado (direito) do rosto dormente. Comecei a ficar assustado e o médico disse que é paralisia de bell. É um vírus que afeta o corpo e a boca parece que tomei anestesia de dentista. Não é grave e mais comum do que a gente pensa. Fernanda Gentil, o jogador Falcão já tiveram… E não necessariamente está associado ao estresse. O vírus é tratado com corticoide. Está tudo certo, o problema é que fica com a cara estranha. Mas estou bem e me cuidando”, disse no vídeo.

A cada ano, estima-se que cerca de 80 mil brasileiros vivam esse drama, na vida real. A recomendação, aliás, a quem tiver problema do gênero, é ir imediatamente ao hospital. Na maioria das vezes, esses casos são reversíveis. Só que é preciso rapidez no diagnóstico. 

 

“A paralisia facial idiopática, também chamada de paralisia de Bell, é uma emergência médica e deve fazer o paciente procurar um pronto-socorro para o primeiro atendimento o quanto antes. A precocidade do diagnóstico e tratamento é fator crucial no resultado de melhora ou cura”, diz o  otorrinolaringologista   José Ricardo Gurgel Testa. 

O médico explica que esse tipo de alteração está diretamente associada à inflamação ou inchaço do nervo facial.  “Quando afetado por alguma razão, esse nervo provoca sintomas como boca torta, dificuldade para movimentar o rosto e/ou falta de expressão em uma parte da face, o que também pode alterar de forma marcante a comunicação e a autoestima das pessoas”, enfatiza o médico. 

 

As causas, entretanto, podem ter diferentes naturezas: estresse, baixa imunidade, mudança repentina de temperatura, doenças neoplásicas ou até mesmo idiopáticas – ou seja, sem causas definidas. 

Os tipos

Testa explica que há dois tipos principais de paralisias da face: as centrais – ou seja, do sistema nervoso central, que são decorrentes de AVC (acidente vascular cerebral), doenças degenerativas ou tumores; e as paralisias faciais periféricas, que podem ser traumáticas, infeciosas, congênitas, tumorais, metabólicas e também idiopáticas.   
“Cada uma tem um tipo específico de tratamento que deve ser orientado pelo médico. Alguns pacientes necessitam de exames auxiliares, como as audiometrias e impedanciometrias, exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) e eletrofisiológicos, além de exames laboratoriais, até chegar ao diagnóstico exato”, observa o especialista. 
Na maioria das vezes, contudo, o diagnóstico da paralisia facial é feito por meio da observação médica. “O sintoma que mais chama a atenção é a perda súbita, parcial ou total dos movimentos de um lado da face, mal que pode agravar-se durante alguns dias seguidos”. 
O médico também chama a atenção para sinais como boca torta, mais evidente quando se tenta sorrir; incapacidade de fechar completamente um dos olhos, de levantar uma das sobrancelhas ou de franzir a testa; dor ou formigamento na cabeça ou na mandíbula; e aumento da sensibilidade do som em um dos ouvidos, além alterações do paladar. 
A maioria dos casos de paralisia facial é transitória e existem vários tratamentos possíveis, a depender das causas. “O tratamento da paralisia facial periférica é sintomático e inclui o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. Não existe uma conduta terapêutica padrão à doença. Depende de cada caso.” 
A melhora, por sua vez, pode depender do tipo e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial, das condições clínicas e da idade do paciente. Em grande parte dos casos, a paralisia facial costuma regredir à medida que o inchaço do nervo diminui espontaneamente. 
  Nesse contexto, segundo o médico, a fisioterapia e fonoterapia são importantes aliadas para estimular a musculatura da mímica facial e da fala, bem como evitar contraturas e atrofia das fibras musculares. 

Veja Também 

Almerinda Nemeg foi diagnosticada com a doença de Creutzfeldt-Jakob

Doença rara: conheça a capixaba com a mesma condição de Lito Sousa

Fonte: A Gazeta

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *