Renan Santos avalia ir à Justiça por vaga em debate da Globo
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – A campanha de Renan Santos (Missão), candidato à Presidência, avalia recorrer à Justiça caso a TV Globo não o convoque para o debate presidencial da próxima quinta-feira (1º) diante de uma eventual ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (28) pela coluna de Igor Gadelha, aliados sustentam que as próprias regras apresentadas pela emissora podem embasar uma iniciativa judicial.
Interlocutores de Renan afirmam que a campanha acompanha as sinalizações de que Lula pode não comparecer ao último debate antes do primeiro turno. A equipe do candidato do Missão considera que, se uma das quatro vagas inicialmente reservadas ficar aberta, a Globo deverá aplicar o critério anunciado para substituições.
A emissora convidou Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) para o encontro de 1º de outubro. O grupo reúne candidaturas amparadas pelo critério legal que obriga emissoras a convidar postulantes de partidos ou federações que tenham atingido a representação parlamentar exigida pela legislação eleitoral.
O Missão não alcança esse patamar no Congresso, o que deixou Renan fora da lista inicial. A Globo informou às campanhas que poderá convocar outro presidenciável se um dos quatro convidados não participar. Segundo as regras apresentadas aos representantes das candidaturas, a posição nas pesquisas servirá de referência para uma eventual substituição.
Campanha acompanha possível ausência de Lula
A movimentação do grupo de Renan ganhou força diante das informações de que Lula avalia não comparecer ao debate. Segundo a apuração fornecida, dirigentes petistas relataram que o presidente sinalizou a possibilidade de ficar fora do encontro, apesar da defesa de aliados pela participação.
A campanha de Renan, oficialmente, afirma que aguarda uma definição da emissora antes de tomar qualquer medida.
A ausência de Lula também pode alterar a decisão de Flávio Bolsonaro. Ao longo da campanha, integrantes do entorno do candidato do PL condicionaram a participação dele em debates à presença do presidente. Em encontros anteriores, Lula e Flávio ficaram fora, enquanto Renan, Caiado e Cury participaram do debate promovido pela Band.
Renan já questionava exclusão do debate
A discussão sobre a presença de Renan no encontro da Globo começou antes da possibilidade de uma vaga surgir. Após a emissora anunciar os quatro convidados, a campanha do candidato do Missão passou a contestar a decisão e chegou a preparar uma manifestação no Rio de Janeiro caso ele permanecesse fora do programa.
Renan aparece em levantamentos nacionais à frente de Romeu Zema (Novo) em alguns cenários citados por sua campanha e considera esse desempenho um argumento para integrar o debate caso a Globo precise convocar um substituto. A posição nas pesquisas ganhou importância porque a própria emissora indicou esse parâmetro entre as regras comunicadas às equipes.
A legislação eleitoral obriga emissoras a convidar candidatos de partidos ou federações que cumpram o requisito mínimo de representação parlamentar, mas permite a participação de outros concorrentes mediante critérios definidos pelos organizadores. A Globo optou por restringir a lista inicial aos quatro candidatos contemplados pela regra obrigatória.
O debate de 1º de outubro será o último promovido pela emissora antes do primeiro turno. A definição sobre a presença de Lula e uma eventual convocação de Renan passou, assim, a concentrar a atenção da campanha do Missão nos dias que antecedem o encontro.
Fonte: Brasil 247