“Quem não se dá respeito não merece respeito”, diz Gilmar a Mendonça

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – O ministro Gilmar Mendes acusou André Mendonça de atuar com “evidente condução político eleitoral” durante uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15), em sessão que analisa se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O bate-boca ocorreu no julgamento sobre a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes a partir de diálogos atribuídos a ele e a Vorcaro, citados em relatório da Polícia Federal no âmbito do caso Master, que apura suspeitas de fraudes no sistema financeiro.

Durante a sessão, Gilmar Mendes elevou o tom contra Mendonça e criticou a iniciativa do colega de acionar a Polícia Federal para identificar mensagens relacionadas ao caso. Para Gilmar, a conduta teve motivação política. “Evidente condução político eleitoral”, afirmou o ministro.

Em seguida, Gilmar reforçou a crítica, com o dedo em riste, e disse: “Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.

André Mendonça reagiu imediatamente à fala do colega e pediu respeito durante a sessão. “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite esse Tribunal”, afirmou.

Gilmar respondeu: “Quem não se dá respeito, não merece respeito”, dando continuidade ao embate no plenário.

O episódio expôs a tensão interna no STF em meio ao julgamento de um tema sensível, que envolve mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, figura central do caso Master. O empresário é ligado ao Banco Master, instituição investigada por suspeitas de irregularidades no sistema financeiro.

A sessão analisava se Alexandre de Moraes deve ser alvo de apuração por conta das mensagens mencionadas em relatório da PF. A discussão entre Gilmar e Mendonça ocorreu justamente no contexto da avaliação sobre os limites da investigação e o uso político-eleitoral de informações relacionadas ao caso.

O caso Master ganhou peso político por envolver não apenas suspeitas financeiras, mas também conexões com personagens do Judiciário e da política. No plenário, Gilmar Mendes indicou ver na movimentação de Mendonça uma tentativa de dar direcionamento político ao caso, enquanto Mendonça reagiu afirmando que deveria ser tratado com respeito pelos demais integrantes da Corte.

Fonte: Brasil 247

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