Quaest: passo a passo, Pazolini se aproxima cada vez mais de Ricardo…. veja aqui os números
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Publicado em 26 de Setembro de 2026 às 05:00
Públicado em
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A nove dias do encontro dos eleitores com as urnas no 1º
turno, no dia 4 de outubro, temos um empate técnico na disputa para governador
do Espírito Santo, entre o atual incumbente, Ricardo Ferraço (MDB), e o
ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), tanto no 1º turno como num
muito provável 2º turno a ser disputado entre os dois. É o que mostra a mais
recente pesquisa da Quaest para a Rede Gazeta, divulgada na noite desta
sexta-feira (25).
No cenário estimulado de intenções de voto no 1º turno,
Ricardo segue numericamente na liderança, com 33% das menções, mas agora está
só 2 pontos percentuais à frente de Pazolini. Como a margem de erro da
pesquisa é de 3,0 pontos para mais ou para menos (no limite, 6,0 pontos), os
dois agora estão tecnicamente empatados.
Para Ricardo, a pior notícia trazida pelo levantamento é a
aproximação de Pazolini, isto é, a diminuição da vantagem do governador sobre o
adversário desde a última pesquisa da série da Quaest, publicada há cerca de um
mês (no dia 27 de agosto). Como costumam dizer os estatísticos, “a boca do
jacaré está se fechando”.
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No fim de agosto, Ricardo tinha uma vantagem de 7 pontos
percentuais sobre Pazolini: 35% a 28%. A diferença, àquela altura, já não era
das mais confortáveis (conforme ponderei aqui): estava só 1 pontinho fora do
limite da margem de erro. De lá para cá, Ricardo caiu 2 pontos, enquanto
Pazolini subiu 3. Com isso a vantagem, que era de 7, caiu para apenas 2 pontos.
Isso no 1º turno.
No 2º turno, a situação é parecida, mas, vendo o filme completo, é possível perceber ainda mais nitidamente a aproximação de Pazolini (ou o cerrar da boca do jacaré). Na série da Quaest, o instituto tem simulado o possível confronto direto entre os candidatos da situação e da oposição desde abril. Eis a progressão do quadro:
Na primeira rodada, em abril, o quadro era de absoluto equilíbrio e empate técnico: recém-empossado governador, Ricardo tinha 32% das intenções estimuladas, contra 31% de Pazolini, em eventual 2º turno.
Daquele ponto até o início oficial da campanha, em 16 de agosto, Ricardo teve quatro meses “desfrutando” da superexposição proporcionada pelo cargo de governador, enquanto Pazolini passou todo esse tempo sem mandato (por ter renunciado ao cargo de prefeito para poder disputar as eleições).
Essa “gangorra” refletiu-se na segunda pesquisa da série, publicada em meados de julho. Ricardo, então, abriu uma boa vantagem para Pazolini: na simulação de 2º turno, o governador subiu de 32% para 43%, enquanto o ex-prefeito se manteve estagnado, com 30%. Vantagem de 13 pontos para Ricardo.
Aí começou a campanha. E a diferença medida pela Quaest começou a diminuir.
Na terceira pesquisa da série, publicada em 27 de agosto, Ricardo oscilou de 43% para 45%, ao passo que Pazolini subiu de 30% para 35%. Os 13 pontos de vantagem viraram 10.
Agora, ao longo de setembro, o focinho reptiliano se fechou um pouco mais. Os 10 pontos de diferença se reduziram para 5 – configurando, pela primeira vez, empate técnico na simulação de 2º turno entre os dois.
Do fim de agosto para cá, Ricardo oscilou mais um pouquinho para baixo, passando de 45% para 43%. Pazolini, mais uma vez, avançou alguns pontinhos, passando de 35% para 38%.
Assim, a vantagem de Ricardo num hipotético 2º turno, que chegou a ser de 13 pontos em julho, agora está em 5 pontos, em pleno auge da campanha.
Isso mostra uma “desidratação” de Ricardo? Não exatamente. Afinal, ele na verdade oscilou muito pouco em relação aos próprios índices, aferidos nas rodadas anteriores. Analisando isoladamente os resultados do próprio Ricardo, vemos que ele se manteve estável: praticamente do mesmo tamanho.
O que tem havido, isso sim, é um inegável crescimento de Pazolini. Ricardo ficou parado, enquanto seu principal adversário não parou: vem crescendo paulatinamente, num ritmo bem consistente, e agora está no encalço do atual governador.
Mas o que é que explica isso? É o que analisarei aqui, detidamente, em minha próxima coluna.
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Vitor Vogas
Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.
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