PSOL-Rede pede cassação de Mario Frias por suspeitas ligadas ao filme Dark Horse

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Por Aquiles LinsBrasil 247

247 – A Federação PSOL-Rede apresentou ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados uma representação pela cassação do mandato do deputado federal Mario Frias (PL-SP), sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. O pedido associa o congressista a suspeitas envolvendo emendas parlamentares e movimentações financeiras relacionadas à produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (11) pelo Estadão Conteúdo, em reportagem publicada pelo UOL. A representação é assinada pelas direções dos dois partidos que compõem a federação e por sua bancada na Câmara.

O documento destaca dois conjuntos de operações envolvendo Frias: a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil e a transferência de R$ 645,4 mil em recursos pessoais do deputado à produtora Karina Gama em um intervalo inferior a 60 dias.

A entidade beneficiada pelas emendas é apontada na representação como vinculada à produtora. As movimentações são citadas pela federação como elementos que justificariam a abertura de um procedimento para apurar a conduta do parlamentar.

Federação pede acesso a investigações da PF e do STF

Ao solicitar a cassação, PSOL e Rede sustentam que uma eventual responsabilização política de Frias não depende da comprovação prévia de crime. “O padrão de aferição é o decoro, não o tipo penal”, afirma literalmente a representação apresentada ao Conselho de Ética.

Com esse argumento, a federação pede a abertura de processo disciplinar contra o deputado e solicita que o colegiado tenha acesso à documentação relacionada às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa busca, portanto, levar para a esfera político-disciplinar da Câmara as suspeitas que envolvem a circulação de recursos relacionados à produtora de Dark Horse. Caberá ao Conselho de Ética analisar a representação e decidir sobre o prosseguimento do caso.

Emendas e dinheiro pessoal entram no centro da representação

A combinação entre recursos públicos provenientes de emendas e transferências feitas pelo próprio parlamentar é um dos principais pontos destacados no pedido de cassação. Segundo a representação, foram R$ 2 milhões direcionados ao Instituto Conhecer Brasil, além dos R$ 645,4 mil enviados por Frias à produtora.

O caso ganha dimensão política por envolver recursos relacionados a uma produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro, de quem Mario Frias foi secretário especial da Cultura. A federação sustenta que os elementos disponíveis precisam ser examinados sob a ótica das obrigações impostas a um integrante da Câmara dos Deputados.

A representação não significa, por si só, que Frias perderá o mandato. O pedido terá de percorrer os procedimentos previstos na Câmara, começando pela análise no Conselho de Ética.

Fonte: Brasil 247

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