Psicanalistas fazem ato no Rio em apoio à reeleição de Lula

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Por Dafne Ashton — Brasil 247

247 – O movimento Psicanalistas Unidos pela Democracia (PUD) realizou no Rio de Janeiro um ato político e musical em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa reuniu cerca de 80 psicanalistas, profissionais ligados à área e simpatizantes da psicanálise para a gravação coletiva de um videoclipe com o histórico jingle “Lula lá”, utilizado pela primeira vez na campanha presidencial de 1989.

O encontro ocorreu no dia 19 de setembro, na Associação Scholem Aleichem (ASA), em Botafogo, na Zona Sul do Rio, a 15 dias do primeiro turno das eleições. Segundo os organizadores, o objetivo da mobilização é defender a continuidade do governo Lula e marcar posição diante da disputa eleitoral.

O PUD define a manifestação como um ato “político, musical, coletivo e, em um sentido muito próprio, também amoroso”. Para o grupo, a eleição presidencial envolve não apenas uma escolha de governo, mas uma disputa em torno da democracia, da soberania nacional e do papel do Brasil no cenário internacional.

Os psicanalistas afirmam considerar a vitória de Lula necessária para a consolidação da democracia brasileira, que, na avaliação do movimento, foi “seriamente abalada” durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

O grupo também relaciona a disputa eleitoral à política externa e à posição ocupada pelo Brasil em um cenário internacional marcado por mudanças nas relações de poder. Na avaliação do PUD, a continuidade de Lula na Presidência permitiria ao país preservar uma política externa baseada na autonomia e ampliar sua participação nas transformações em curso no sistema internacional.

Em sua manifestação, o movimento adota uma posição enfática contra o retorno do bolsonarismo ao governo federal. Para os organizadores, Lula representa a alternativa para impedir o que classifica como uma submissão do Brasil aos interesses dos Estados Unidos e o avanço, dentro do país, de grupos relacionados à violência, às milícias e à corrupção.

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O documento divulgado pelo PUD também menciona o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, ao abordar a atuação de grupos criminosos e milicianos no Rio de Janeiro. O caso é citado pelo movimento como símbolo das consequências da presença do crime organizado nas estruturas políticas e institucionais.

A escolha de “Lula lá” para o ato também recupera um símbolo da trajetória eleitoral do presidente. Criada para a campanha de 1989, quando Lula disputou pela primeira vez a Presidência da República, a música atravessou diferentes momentos da história do PT e voltou a ser utilizada em mobilizações políticas posteriores.

No encontro realizado em Botafogo, os participantes cantaram coletivamente o jingle, também conhecido pelo verso “sem medo de ser feliz”. A apresentação contou com direção musical e gravação profissional de áudio e vídeo, dando origem a um videoclipe produzido para circular durante a reta final da campanha eleitoral.

Ao recuperar uma música associada à primeira candidatura presidencial de Lula, os integrantes do PUD procuram estabelecer uma ligação entre diferentes momentos da história política brasileira. Trinta e sete anos depois da campanha de 1989, o movimento volta a utilizar o jingle como instrumento de mobilização em uma eleição presidencial.

Para os Psicanalistas Unidos pela Democracia, o ato também pretende levar a participação política para além das formas tradicionais de campanha. A música e a manifestação coletiva foram escolhidas como instrumentos para expressar publicamente a posição do grupo na disputa eleitoral e defender a reeleição de Lula.

Fonte: Brasil 247

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