PRTB anuncia Leonardo Avalanche como substituto de Marçal na disputa presidencial

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – O PRTB apresentou Leonardo Avalanche como novo candidato à Presidência da República no lugar de Pablo Marçal, que teve o registro de candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova chapa, formada por Avalanche e Silvia Hellen da Silva Pereira como vice, ainda depende de aval definitivo do colegiado da Corte para disputar a eleição de 2026.

A substituição foi formalizada no último dia do prazo legal e já aparece no sistema oficial de Divulgação de Candidaturas do TSE. A ministra Estela Aranha, relatora do caso e responsável pelo voto que levou ao indeferimento da candidatura de Marçal, manifestou-se favoravelmente à regularidade dos atos partidários do PRTB.

Em decisão publicada na noite desta segunda-feira (14), Aranha deferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da legenda e declarou o partido apto a participar da eleição presidencial.

“Defiro o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) e, por conseguinte, declaro a sigla Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) habilitada a participar do pleito de 2026, para a disputa aos cargos de presidente e de vice-presidente da República”, afirmou a ministra.

A decisão não significa, porém, que a chapa já esteja definitivamente liberada. Embora os nomes de Leonardo Avalanche e Silvia Hellen constem no sistema do TSE, a substituição ainda precisa ser analisada pelo colegiado, em Brasília.

A troca ocorre após o TSE rejeitar, por unanimidade, na sexta-feira (11), o pedido de registro de candidatura de Pablo Marçal à Presidência. O julgamento foi realizado no plenário virtual. Relatora do caso, Estela Aranha votou contra a candidatura com base na inelegibilidade de Marçal e na ausência de comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal. Os demais ministros acompanharam o entendimento.

De acordo com a Corte, Marçal permanece inelegível até 2032 por irregularidades cometidas na campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve a condenação do empresário por uso indevido dos meios de comunicação durante aquela disputa.

Outro ponto levantado contra a candidatura foi a filiação partidária. O Ministério Público Eleitoral apontou que Marçal não comprovou vínculo com o PRTB dentro do prazo exigido pela legislação. Segundo o MPE, no mês de abril, data-limite para que candidatos estivessem filiados a uma legenda para concorrer em outubro, o ex-coach aparecia publicamente vinculado ao União Brasil.

“Incontroverso, pois, que pesquisas em diversas fontes abertas na internet apontam, de modo convergente, que o impugnado Pablo Marçal (dentro do prazo fixado em lei para filiação partidária com o objetivo de concorrer ao cargo de Presidente da República apresentava-se publicamente como membro filiado ao partido União Brasil”, afirmou o Ministério Público Eleitoral.

Com a rejeição do registro, Marçal também ficou impedido de participar de debates, fazer campanha no rádio e na televisão e acessar recursos dos fundos eleitoral e partidário.

O PRTB afirma que Avalanche já vinha atuando na articulação da entrada de Marçal na corrida presidencial. Após a decisão do TSE, o partido decidiu deslocá-lo para a cabeça da chapa, em uma tentativa de preservar o projeto político construído pela legenda.

Em nota, Leonardo Avalanche disse que a substituição foi decidida em conjunto com Marçal.

“Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa. Tentamos de todas as formas possíveis, mas o sistema inteiro se colocou contra nós. Diante disso, eu e o Pablo decidimos, juntos, não desistir do Brasil. Como o nome dele não foi aprovado, vamos seguir o projeto com o meu nome — carregando tudo aquilo que sempre defendemos, lado a lado, até o fim dessa disputa”, afirmou.

A vice escolhida para a nova composição é Silvia Hellen da Silva Pereira, nascida em Anápolis, em Goiás. O registro da chapa substituta representa a principal estratégia do PRTB para permanecer na disputa presidencial depois da derrota jurídica de Marçal no TSE.

Fonte: Brasil 247

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