Professores da UnDF pautam demandas para candidaturas comprometidas com a instituição
Por Ana Gonçalves — Brasil de Fato
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A ampliação da assistência estudantil, a garantia de orçamento próprio e a valorização da carreira docente estão entre as propostas apresentadas pela Seção Sindical do Andes-SN e pelo Sindicato dos Docentes da Universidade do Distrito Federal (SindUnDF) às candidaturas ao Governo do Distrito Federal (GDF) nas eleições de 2026.
Intitulado “Agenda de Desenvolvimento para a Universidade do Distrito Federal (UnDF)”, o documento reúne reivindicações para a consolidação da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes. As propostas buscam subsidiar os programas de governo e estabelecer compromissos públicos com o desenvolvimento da instituição.
“A consolidação da Universidade, entretanto, exige planejamento de longo prazo, financiamento adequado, autonomia institucional, gestão democrática, infraestrutura própria, políticas efetivas de permanência estudantil e valorização dos profissionais responsáveis pela construção cotidiana da instituição”, afirma o documento.
Segundo o presidente do SindUnDF, Louis Blanchet, o sindicato buscou apresentar o documento às diferentes candidaturas ao GDF. Ele afirma que houve contato direto com alguns candidatos, enquanto, em outros casos, apenas assessores responderam.
“A ideia é mais ou menos consolidar todas as pautas da universidade, que são muito amplas, desde gestão democrática, autonomia, aumento salarial e estruturação de infraestrutura da universidade”, afirma.
Entre as medidas defendidas pelos sindicatos estão a implantação de restaurantes universitários, a ampliação das bolsas de monitoria e a oferta de apoio psicológico e pedagógico permanente. O documento também propõe auxílio-moradia para estudantes em situação de vulnerabilidade e políticas de apoio ao transporte entre os campi.
A agenda prevê ainda a expansão gradual da universidade para diferentes regiões administrativas do DF, considerando as necessidades de cada território e a disponibilidade de infraestrutura e profissionais.
Os sindicatos reivindicam orçamento próprio, estável e progressivamente ampliado para a UnDF, além de maior transparência na elaboração e execução dos recursos. Também defendem a construção de patrimônio físico próprio, com prioridade para terrenos e imóveis públicos, e a redução dos gastos com aluguel de espaços privados.
Na gestão institucional, o documento propõe o fortalecimento da autonomia universitária, o funcionamento pleno dos conselhos superiores e a participação da comunidade acadêmica nas decisões. A agenda também defende mudanças nos processos de escolha de dirigentes, incluindo o fim da eleição em lista tríplice.
Blanchet afirma que a agenda busca consolidar a UnDF como uma política permanente do Distrito Federal, independentemente da candidatura que assumir o governo.
“A universidade está muito nova, ela precisa de tudo na prática, mas a gente listou praticamente tudo nesse documento. E a ideia é consolidar a universidade como um patrimônio do Distrito Federal e como uma política de Estado o ensino superior do DF”, destaca.
A agenda também reivindica programas permanentes de financiamento à pesquisa, apoio aos grupos de pesquisa da universidade e ampliação da pós-graduação. Entre as propostas está a criação, no âmbito da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), de uma bolsa de produtividade em pesquisa destinada a pesquisadores da UnDF e de outras instituições públicas de pesquisa do DF.
O documento propõe fortalecer a formação de professores para a educação básica e a qualificação de profissionais de carreiras estratégicas do Distrito Federal. Também defende a ampliação de projetos de extensão vinculados às necessidades das comunidades e dos territórios do DF e do Entorno.
A agenda prevê, por fim, a integração da universidade às políticas públicas distritais, com incentivo à criação de observatórios, laboratórios e centros de pesquisa voltados aos desafios locais.
Para Blanchet, o objetivo é fazer com que a universidade seja incorporada ao planejamento de longo prazo do Distrito Federal. “Por isso que a gente está tentando procurar todos os candidatos para tentar consolidar essa perspectiva de dar a UnDF como um lugar que todos os candidatos têm interesse em defender”, declara.
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Fonte: Brasil de Fato