Criador do PlayStation aponta que indústria de jogos está “estagnada”

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Por Diego Corumba — Canaltech

O criador do PlayStation, Ken Kutaragi, participou recentemente de um painel da Universidade de Eletrocomunicações do Japão e compartilhou sua opinião sobre a indústria de jogos. Sob seu ponto de vista, o mercado está “estagnado” criativamente. 

De acordo com o engenheiro, a área ainda não atingiu a sua maturidade e ele acredita que há barreiras significativas que devem ser vencidas para alcançar um resultado positivo. Para o profissional, os títulos evoluíram em escala e graficamente, mas em conteúdo não houve um passo adiante.

Kutaragi reforça sua crítica ao afirmar ter visto os jogos lançados nos últimos anos, com a conclusão de que a forma como o entretenimento é criado nos videogames permanece intocada desde o lançamento do PlayStation — em 1994.

Durante a cerimônia para a abertura do CEREC, um centro de pesquisa acadêmico e um hub educacional voltado a jogos eletrônicos, ele também ressaltou que o mais importante é a “curiosidade” humana em torno de todo o processo.

Na ocasião, ele aconselhou que os estudantes persigam este objetivo profissionalmente, já que será uma exigência para mudar o modo como a indústria atua nos tempos modernos. 

“No momento que você perde a sua curiosidade e pensa ‘esse é o melhor que a gente consegue’, já acabou”, indicou Kutaragi.

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É importante notar que o engenheiro trabalhou em algumas das principais gerações do PlayStation. Assim como o PS1, o PS2 também esteve sob sua responsabilidade. Ele esteve envolvido na criação do PS3, porém saiu da divisão um pouco antes de o console ser lançado — para se dedicar ao projeto Cellius, da Sony.

A indústria de jogos ainda tem futuro

Na perspectiva de Ken Kutaragi, o mercado está próximo de um grande “ponto de virada” e ele instiga os futuros desenvolvedores a avançarem para uma “nova fase”. 

Ele revelou que o seu time criou o PlayStation com a visão de “mudar o mundo” e que existia essa ideia no passado de que deveriam usar a tecnologia para trazer inovações em vez de apenas seguir tendências. 

Ou seja, ele não vê a situação como perdida por enquanto. Por outro lado, ele não se pronunciou sobre o que de fato significa o fim das mídias físicas nos consoles. Se levar em consideração que o engenheiro deu vida a todo o conceito de usar os discos, com certeza deve haver uma opinião sobre. 

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Fonte: Canaltech

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