Potyguara Bardo marca seu retorno à música com “Comédia Romântica”, segundo disco de carreira
Por SOM.VC — Mídia NINJA
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A cantora lança em 24 de setembro faixas que passeiam pelo amor, desilusão amorosa, ancestralidade e sonoridade popular do Rio Grande do Norte
Potyguara Bardo, multiartista que assina a própria direção criativa, composições, figurinos e maquiagens, se consolidou como uma das figuras mais originais da cultura contemporânea ao conectar a arte drag à MPB e aos ritmos populares. Agora, oito anos após marcar a cena da música brasileira com o aclamado disco de estreia, Simulacre (2018), a cantora lançou, no dia 24 de setembro, à meia-noite, seu segundo álbum, Comédia Romântica. Após antecipar a primeira metade desta história no EP Romântica, de 2025, a artista reúne agora a obra completa, com 13 faixas (sendo sete inéditas), que transformam a dor e o processo de cura de uma desilusão amorosa em uma potente narrativa musical.
Ao falar da escolha do título e do tom do álbum, Potyguara reflete sobre a junção de drama e humor: “Se eu tivesse que definir de qual gênero é a minha história, bem como a vida como um todo, eu diria que é uma ‘dramédia’ haha. Na minha cabeça, é tipo as máscaras do teatro, com suas dualidades.”
Mais do que um disco que fala de paixões e separação, Comédia Romântica resgata também a trilha sonora que marcou a infância de Potyguara no bairro Cidade da Esperança, em Natal. O álbum traz memórias das calçadas da cidade, dos bares de esquina frequentados com o pai e das rádios após os jogos de futebol. Esse resgate afetivo ganha vida na mistura de gêneros como brega, seresta, arrocha, forró, piseiro e a swingueira marcante das bandas locais.
“Minhas composições vêm da necessidade de expurgar sentimentos genuínos para processá-los bem, mas passando por um filtro pop, para servir de reflexão não só para mim, mas para quem venha a ouvir. Gosto de falar sobre o retorno a si enquanto a humanidade, a natureza e o universo, e de como existem narrativas impostas sobre nós por programação sociocultural que nem percebemos, mas que podem ser quebradas — como a ideia de que o vaqueiro nordestino morre esquecido no sertão ou de que o Nordeste é uma coisa só, seca e severina”, explica Potyguara.
O álbum conta com encontros da música contemporânea. O forró debochado de “A Mina” traz a energia de Getúlio Abelha. O grande ponto de virada do disco acontece na dançante “Faz-me Rir”, onde Potyguara divide os vocais com Kaya Conky, no ritmo do pagodão baiano e da swingueira, para decretar o fim do sofrimento por amor. O encerramento fica por conta da espiritual “Plano”, com Leoa, uma faixa meditativa sobre aceitação, reencarnação e o desejo de se permitir gostar da vida novamente.
Para o processo criativo, Potyguara buscou produtores com propriedade para traduzir cada ritmo com fidelidade. Do Rio Grande do Norte, os irmãos Bethoven e Jubileu assinam cinco faixas, ao lado de nomes como Pedras, Gabriel Souto e Garu, baterista e multi-instrumentista da artista. A sonoridade se completa com Brendo Valle, Jeska Produções e Malka Julieta, que assina a produção da faixa-título.
Com um trabalho autoral, Potyguara assina a direção criativa, a maquiagem, o cabelo e os figurinos de todo o projeto. O universo das imagens passeia por um cenário pós-apocalíptico e árido, que remete às dunas de Natal, com tons terrosos, cáqui, máscaras e armaduras que contrastam com uma floresta noturna.
Potyguara Bardo emergiu no cenário musical em 2018 com o aclamado álbum de estreia, Simulacre. Impulsionada pelo sucesso de “Oásis”, a cantora e compositora conquistou uma posição sólida na MPB contemporânea, sendo uma das pioneiras da cena drag a circular pelos maiores festivais independentes do país, acompanhada por uma banda completa ao vivo.
Com raízes no povo ancestral Potyguara e uma identidade visual inconfundível, marcada pelo misticismo e pelo trabalho artesanal, a artista figura entre as drags mais ouvidas do mundo e acumula parcerias de peso com nomes como Gaby Amarantos, Mateus Carrilho, Luísa e os Alquimistas, Kaya Conky, Cyberkills, Linn da Quebrada e Davi Sabbag.
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Fonte: Mídia NINJA