Por que o Sol pode ficar verde no futuro? Novo estudo revela “fim zumbi” da nossa estrela

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Por Danielle Cassita — Canaltech

Já se perguntou qual é a cor do Sol? Se sim, você dificilmente imaginou nosso astro na cor verde — mas saiba que, embora pareça inusitado, um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Warwick indica que o Sol pode muito bem, sim, ter cor esverdeada daqui a alguns bilhões de anos, quando encerrar seu ciclo. E, quando isso acontecer, o Sol vai começar a devorar os planetas do nosso sistema como um verdadeiro zumbi cósmico.

A cor das estrelas é interessante para os cientistas porque revela pistas sobre suas temperaturas: as estrelas como o Sol costumam ter cor branca, e as mais quentes são azuladas. Até então, eles consideravam que as estrelas anãs brancas seguem uma regra parecida, mas os novos resultados sugerem que, na verdade, elas podem ter cores como verde, rosa, azul ciano, amarelo e até roxo.

cores das estrelas

“A maioria das estrelas, incluindo a maioria das anãs brancas, se comporta como ‘radiadores perfeitos’, de modo que sua cor é determinada quase inteiramente pela temperatura. Mas ninguém havia realmente investigado o que mais poderia ser possível para as anãs brancas. Acontece que essas estrelas incrivelmente densas podem produzir cores que ninguém esperava, e algumas delas realmente me surpreenderam”, declarou Mark Hollands, autor que liderou o estudo, ao Space.com.

Cor do Sol

Os autores descobriram que a densidade das anãs brancas está relacionada às cores: aquelas ricas em carbono devem ter tons rosados, enquanto as que consumiram detritos de asteroides e cometas devem ter tom mais amarelado. Já aquelas que devoraram planetas por perto ficariam esverdeadas em função do cálcio, lítio e sódio na atmosfera.

E, aliás, este é o caso de WD J1330+6435, uma anã branca fria encontrada a cerca de 300 anos-luz de nós. O astro vem coletando material rochoso do planeta que existe por perto e, agora, conta com atmosfera rica em cálcio, lítio e sódio — e, segundo o modelo trabalhado pela equipe, esta anã branca deve ter tom esverdeado.

“Os traços de sódio na atmosfera dessa anã branca absorvem a parte alaranjada do espectro, deixando para trás um brilho verde fantasmagórico. Imagine estar em um planeta e olhar para cima, para uma estrela verde. Parece algo saído de um filme de ficção científica”, finalizou ele.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista RAS Techniques and Instruments.

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Fonte: Canaltech

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