Policial civil é preso após atropelar mãe e dois filhos em São Paulo
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – Um policial civil foi preso em flagrante após atropelar uma mulher e os dois filhos dela em Santana, na Zona Norte de São Paulo. Um menino de 10 anos ficou gravemente ferido e precisou passar por cirurgia na cabeça, enquanto a mãe e a irmã dele permanecem hospitalizadas em estado estável.
Segundo informações divulgadas pelo g1, o atropelamento aconteceu na terça-feira (30), no cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Pedro Vicente. O policial foi identificado como Douglas Willian Pedroso.
Douglas atua como carcereiro da Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), setor vinculado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
De acordo com informações preliminares da Corregedoria da Polícia Civil, o agente estava embriagado no momento do atropelamento. Depois de atingir os três pedestres, ele deixou o local.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e, ao chegar ao endereço, constatou que três pessoas da mesma família haviam sido atropeladas por um veículo que já não estava no local.
Durante as buscas realizadas na região, policiais militares encontraram o Chevrolet Cobalt apontado como envolvido no atropelamento. Os agentes verificaram que o automóvel era uma viatura descaracterizada da Polícia Civil e estava sendo conduzido por Douglas.
Segundo a PM, o policial apresentava “visíveis sinais de embriaguez” e se recusou a fazer o teste do etilômetro, conhecido como bafômetro. Ele recebeu voz de prisão em flagrante.
As vítimas foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital das Clínicas.
O menino de 10 anos apresentava o quadro mais grave e foi submetido a uma cirurgia na cabeça. A mãe e a irmã da criança também permaneceram internadas, mas estavam em condição estável de saúde, segundo as informações divulgadas.
Depois da prisão, Douglas foi levado para a sede da Corregedoria da Polícia Civil, na Lapa, Zona Oeste da capital paulista, onde permaneceu detido.
O delegado de plantão determinou o recolhimento da arma funcional do policial e solicitou perícia no veículo usado por ele. A prisão em flagrante foi ratificada com base no Código de Trânsito Brasileiro.
A Corregedoria da Polícia Civil segue responsável pela apuração das circunstâncias do atropelamento e da conduta do agente antes e depois da ocorrência.
Fonte: Brasil 247