Podemos anuncia apoio a Flávio Bolsonaro e amplia aliança do candidato do PL no 2º turno
Por Vinícius Nunes — Carta Capital
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Partido Liberal deixa de ter candidatura isolada e passa a reunir cinco siglas aliadas; Flávio também recebeu apoio individual de Caiado e Clariana Barão, enquanto MDB tende a liberar filiados
O Podemos oficializou nesta quinta-feira 8 o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial . A decisão amplia para cinco o número de siglas que declararam adesão ao candidato, que disputou o primeiro turno sem conseguir formar uma coligação partidária.
Além do Podemos, Flávio conta agora com o apoio de União Brasil , Progressistas , Republicanos e Novo . Junto do PL, as cinco siglas contarão com 286 deputados federais em 2027 e 50 senadores.
O movimento representa uma mudança no cenário da disputa. No primeiro turno, Flávio não contava com nenhum partido aliado e não havia formado uma coligação. Lula (PT) concorreu pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança – PT, PCdoB e PV – e Federação PSOL-Rede.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou voto em Flávio, embora o PSD tenha optado pela neutralidade . Caiado ficou em quinto lugar na eleição presidencial, com 2.605.148 votos, ou 2,18% dos votos válidos.
A ex-candidata Clariana Barão (DC) também anunciou apoio a Flávio. A adesão, porém, é individual e não representa, até o momento, apoio formal do partido. Clariana terminou o primeiro turno em nono lugar, com 40.043 votos (0,03%).
Do outro lado, o ex-candidato Hertz Dias (PSTU) declarou “apoio crítico” a Lula. O PSTU afirmou que a decisão tem como objetivo barrar a candidatura de Flávio, sem significar apoio ao governo petista ou compromisso com um eventual novo mandato de Lula. Ele teve 43.103 votos (0,04%).
Edmilson Costa (PCB) é outro a declarar “apoio crítico” ao presidente. “Diante do segundo turno entre Lula e Bolsonaro, nossa posição é clara: apoiamos criticamente a candidatura de Lula”, disse a assessoria do candidato derrotado. Ele recebeu 22.693 votos (0,02%).
Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO) não declararam – ainda – apoio a nenhum dos dois candidatos.
O MDB é uma das principais siglas ainda sem uma definição formal. O presidente nacional do partido, Baleia Rossi (SP), resiste à pressão de setores que defendem uma adesão a Flávio Bolsonaro. A tendência é que o partido libere os filiados para escolherem individualmente entre os dois candidatos, em uma posição semelhante à adotada pelo PSD.
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Fonte: Carta Capital